Bush deve confirmar ex-juiz como secretário de Justiça

Michael Mukasey ocupa cargo de Alberto Gonzales, que renunciou após desgaste com escândalos públicos

Associated Press e Reuters,

17 de setembro de 2007 | 07h58

Michael Mukasey, escolhido pelo presidente americano, George W. Bush, como o novo secretário de Justiça no lugar de Alberto Gonzales, não deve estimular a batalha assumida pelos senadores democratas ameaçaram travar com o governo caso um membro do partido não fosse escolhido. O juiz federal aposentado de Nova York recebeu no passado a aprovação dos aprovação dos liberais, incluindo a dos democratas mais críticos do Senado. E enquanto alguns conservadores demonstraram uma certa reserva sobre a sua atuação na cadeira federal, outros ficaram satisfeitos com a decisão que Bush deve oficializar nesta segunda-feira, 17. A Casa Branca recusou-se a comentar a nomeação de Mukasey, que foi confirmada na noite de domingo por pessoas próximas de Bush. A fonte não quis ser identificada, já que o anúncio ainda não havia sido formalizado. O juiz, de 66 anos e natural de Nova York, é um consultor jurídico do pré-cadindidato republicano á sucessão de Bush, Rudolph Giuliani. Ele assumirá o comando de um Departamento de Justiça desmoralizado pelas investigações de que Gonzales foi alvo. Mukasey, que por mais de uma década julgou casos de terrorismo no sistema judiciário americano, passará a ser o mais alto encarregado da defesa da lei no país. Se Mukasey aceitar o cargo, ele comandará o Departamento de Justiça com a moral bastante baixa, por conta das investigações sobre da suposta participação do ex-secretário na demissão de nove procuradores federais americanos e a posição de Gonzales sobre o programa de vigilância de terrorismo do governo americano. A oposição democrata afirma que a medida foi motivada por razões políticas, já que documentos da administração tornados públicos mostram que as demissões foram articuladas por integrantes do Departamento de Justiça e da Casa Branca.   Gonzales também foi criticado pelo programa de espionagem sem ordem judicial, adotado após os atentados de 11 de setembro de 2001. Só em janeiro, numa decisão abrupta, Gonzales finalmente anunciou que o programa estaria sujeito a aprovação judicial. Em, uma aliança liberal para o Departamento colocou Mukasey numa lista com outros quatro juízes que, se fosses escolhidos pela Suprema Corte, poderia mostrar o comprometimento da administração em nomear pessoas que seriam apoiadas por democratas e republicanos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.