Bush diz a Karzai que EUA derrotariam Al-Qaeda no Paquistão

Presidente afirma que com inteligência correta, facção seria vencida; Karzai deve se encontrar com Musharraf

Associated Press e Reuters,

06 de agosto de 2007 | 15h09

O presidente norte-americano, George W. Bush, disse em encontro com o presidente afegão, Hamid Karzai, nesta segunda-feira, 6, que com a inteligência certa, Estados Unidos e Paquistão podem vencer os líderes da Al-Qaeda. Ele não respondeu, no entanto, se pediria permissão de seu colega paquistanês, o general Pervez Musharraf, antes de agir.   "Com uma inteligência real acionável, conseguiriamos executar o trabalho", disse Bush, no segundo dia de encontro com Karzai em Camp David.   Karzai disse que ele e Musharraf vão discutir como cuidar do problema e da falta de comando na fronteira entre os dois países durante um encontro entre eles.   Os líderes devem se reunir nessa semana em um esforço para resolver as tensões na região.   Quanto ao Taleban, Bush e Karzai prometeram nesta segunda-feira acabar com o grupo, descrito pelo presidente afegão como "força derrotada e frustrada que ataca civis, mas que não representa uma ameaça" a seu governo.   Karzai, que visita os Estados Unidos num momento em que cresce a preocupação com o recrudescimento da violência no Afeganistão e a presença de militantes na fronteira com o Paquistão, disse que estar reforçando o Exército e a polícia para acabar de vez com o Taleban.   "Nosso inimigo ainda está lá, derrotado mas ainda escondido nas montanhas. Nossa missão é concluir o serviço, tirá-los dos esconderijos", disse ele depois de dois dias de reuniões com Bush na residência presidencial de Camp David, nas montanhas do Estado de Maryland.   Segundo Karzai, o Taleban é "uma força que age com covardia, matando crianças a caminho da escola", e representa uma ameaça a inocentes, como professores, religiosos, engenheiros e funcionários de agências internacionais de assistência.   Os radicais do Taleban dominavam o Afeganistão até os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA e eram acusados de dar refúgio aos militantes da rede Al-Qaeda. Foram expulsos do poder pela invasão liderada pelos EUA em retaliação aos ataques.   Sul-coreanos   Bush e Karzai também falaram sobre os 21 reféns coreanos que estão sob poder do Taleban desde julho. Os seqüestradores mataram dois dos 23 reféns originais, e exigem a libertação de prisioneiros do Taleban para soltá-los.   A Coréia do Sul fez um apelo aos EUA e ao Afeganistão para negociar com os seqüestradores, mas Bush e Karzai acertaram que não vão fazer concessões ao Taleban.

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