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Bush diz descarta planos para instalar novas bases na África

O presidente dos EUA, George W.Bush, garantiu na quarta-feira à África que seu país nãopretende instalar novas bases militares no continente edescartou a possibilidade de haver uma disputa com a China emtorno da região. Em declarações feitas em Gana, na terceira escala de umaviagem na qual deve percorrer cinco países africanos, Bushdisse que o comando militar dos EUA para a África (o Africom),criado no ano passado, visava ajudar os líderes africanos aresolver as crises enfrentadas no continente e não visavaintensificar a presença militar dos Estados Unidos na região. "Não planejamos instalar novas bases", afirmou Bush, em umaentrevista coletiva concedida ao lado do presidente ganense,John Kufor. "Sei que há rumores a esse respeito em Gana: 'O que Bushquer é nos convencer a permitirmos a instalação de uma grandebase militar aqui'. Isso é bobagem. Ou, como dizemos no Texas,isso é 'bull' (forma abreviada da expressão 'bullshit',literalmente 'excremento de boi', mas que significa 'papofurado')", afirmou. O governo Bush criou o Africom com o objetivo de tornar ocontinente um local mais seguro. A África figura atualmenteentre os grandes fornecedores de petróleo dos EUA. Inicialmente, autoridades norte-americanas referiram-se aum plano para levar o quartel-general do Africom para aquelecontinente. Mas a oposição dos países africanos fez com que osEUA mudassem de estratégia. Bush disse que seu país ainda cogita abrir "algum tipo deescritório" para representar o Africom no continente. "Ainda não nos decidimos a esse respeito. Essa é uma idéianova", afirmou. Já há uma base dos EUA com 1.800 soldados em Djibuti. Bush disse que os EUA e a China, cuja influência crescentesobre a África é vista por diplomatas do Ocidente comoprejudicial para os esforços de combate à corrupção e àincompetência de governos da região, poderiam aproveitar asoportunidades oferecidas pelo continente sem entrar emconflito. A China ampliou seus investimentos na África, nos últimosanos, em troca de ter acesso ao petróleo, a metais e outrasmatérias-primas da região, produtos esses de que carece paraalimentar sua economia, atualmente em rápida expansão. "Não acho que a África seja uma conta de soma zero para aChina e os EUA. Acho que podemos observar nossas agendas semalimentar um grande sentimento de competição", afirmou Bush. "Se eu vejo a China como um competidor implacável nocontinente africano? Não, não vejo." Na quinta-feira, Bush visita a Libéria -- a primeirarepública da África, formada em 1847 por escravosnorte-americanos libertados. O país já se ofereceu para sersede do Africom. (Reportagem adicional de Kwasi Kpodo)

DEBORAH CHARLES E TABASSUM ZAKARIA, REUTERS

20 de fevereiro de 2008 | 13h04

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