Bush diz que assassinato de Benazir foi 'ato covarde'

Ataque suicida mata ex-premiê Benazir Bhutto, líder oposicionista contra o presidente Pervez Musharraf

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2007 | 14h05

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que os mentores intelectuais do assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, deverão ser encontrados pelas forças de segurança e levados à Justiça. "Os Estados Unidos condenam com veemência esse ato covarde, feito por assassinos extremistas que tentam subverter a democracia no Paquistão," afirmou Bush.  Veja também:Oposição acusa Musharraf pela morte Paquistaneses protestam nas ruas Índia classifica ato como 'abominável' Para Rússia, morte provocará onda de terror Brasil vê com 'preocupação' morte de Benazir Filha de dinastia, Benazir era figura polêmica Cronologia: A trajetória de Benazir Assista ao vídeo  Blog do Guterman: Guerra civil à vista   O governo dos Estados Unidos condenou o ataque que matou a ex-primeira-ministra do Paquistão e líder da oposição, Benazir Bhutto, em seguida a um comício na cidade de Rawalpindi. Mais cedo, a Casa Branca, que trabalhara nos últimos meses para promover a reconciliação política entre Benazir e o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, condenaram o ataque.  "Certamente nós condenamos o ataque. Ele demonstra que ainda existem aqueles no Paquistão que querem subverter a reconciliação e os esforços para o avanço democrático", disse o vice porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey. Nenhum grupo ou pessoa assumiu a responsabilidade pelo atentado, que matou pelo menos mais vinte pessoas. Bush fez a declaração no final da manhã desta quinta-feira, 28, (horário local), em seu rancho em Crawford, Texas, onde passa o feriado de final de ano. O pré-candidato republicano à presidência dos EUA, Rudolf Giuliani, disse que o ataque mostra que o terrorismo é uma ameaça à democracia e ao império da lei. "Sua morte (de Benazir) é uma lembrança de que os terroristas, em qualquer lugar - Nova York, Londres, Tel-Aviv ou Rawalpindi - são inimigos da liberdade. Nós precisamos redobrar nossos esforços para vencer a guerra dos terroristas contra nós", disse Giuliani. Segundo a BBC, o presidente paquistanês Pervez Musharraf, em uma declaração a uma emissora de televisão estatal, após a morte de Bhutto, pediu à nação para permanecer em paz "para que o propósito maldoso dos terroristas seja derrotado".

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