Bush diz que compreende saída de tropas australianas no Iraque

Premiê da Austrália diz que Afeganistão é uma 'luta dura', mas soldados permanecerão no país ao lado dos EUA

Agência Estado e Associated Press,

28 de março de 2008 | 18h30

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta sexta-feira, 28, que compreende a decisão do primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, de retirar os 550 soldados australianos que executam missões de combate no Iraque. A Austrália informou que centenas de outros soldados permanecerão no Iraque em missões de apoio, e manterá seu contingente de mil soldados em missões de combate no Afeganistão.   Veja também: Ocupação do Iraque  Soldados americanos falam sobre a Guerra do Iraque    Rudd disse a Bush que o Afeganistão é uma "luta dura, mas pretendemos permanecer lá com nossos amigos a longo prazo". Oficiais australianos aproveitaram para ressaltar que a retirada do Iraque não irá prejudicar a amizade com os EUA, que eles definiram como "indispensável" para a segurança australiana. Bush disse que a "amizade entre os países será fortalecida e preservada" durante a liderança de Kevin Rudd. "Eu percebi que Rudd é honesto e direto", acrescentou o presidente americano.   O premiê australiano, que é do Partido Trabalhista, a esquerda na Austrália, tem se distanciado das políticas do seu predecessor, o conservador John Howard. O primeiro ato de Rudd ao assumir o cargo de primeiro-ministro foi assinar o Protocolo de Kyoto, o pacto para lutar contra as mudanças climáticas.   Rudd disse a Bush nesta sexta-feira que esperar que os EUA acabem aderindo a Kyoto. Em resposta, o líder americano que isso não deve ocorrer, pois se assinasse o pacto a economia americana seria prejudicada. Os EUA são responsáveis por 25% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2).   Tibete   Bush e Rudd aproveitaram para pedir aos líderes chineses que aceitem se encontrar com o dalai-lama, líder do governo tibetano no exílio, para discutir a rebelião e a repressão no Tibete.   "Já está claro que estão ocorrendo vários abusos aos direitos humanos no Tibete," disse Rudd, um ex-diplomata australiano que fala mandarim e morou na China.  

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