Bush diz que 'conciliação com ditadores' foi mal interpretada

Para presidente, declaração que ofendeu Obama era direcionada contra defensores do diálogo com inimigos

Efe,

19 de maio de 2008 | 14h55

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira, 19, que sua crítica àqueles que defendem uma "conciliação com ditadores" foi mal interpretada quando se referiu ao pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama. Em discurso na Knesset, o Parlamento israelense, na quinta-feira, Bush comparou os que defendem o diálogo com países inimigos com os que defendiam uma conciliação com Hitler antes da Segunda Guerra Mundial.   Veja também: Em campanha, Obama ataca McCain Obama pede que rivais poupem sua mulher McCain tenta distância de Bush sem renegá-lo  Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA     Obama, que diz que se for eleito presidente pretende falar com os líderes de Cuba e Irã, se sentiu atingido e respondeu com uma dura crítica à política externa da Casa Branca. O discurso de Bush, segundo ele, representa "uma politização extraordinária da política externa". Em entrevista exibida nesta segunda no programa Today, da rede NBC, Bush afirmou que a interpretação dada "não foi exatamente a correta".   A Casa Branca afirma que essas declarações foram dirigidas contra os que defendem o diálogo com inimigos, particularmente contra o ex-presidente americano Jimmy Carter, que recentemente se reuniu com representantes do grupo radical palestino Hamas. Segundo Bush, sua "política não mudou, mas evidentemente o calendário político sim". "O povo tem que ler meu discurso" para saber o que dizia, acrescentou. "O que disse é que temos que levar a sério o que o povo diz, e quando um líder iraniano diz que quer destruir Israel, é preciso levar a sério", disse.   Em seu discurso no Knesset, Bush declarou: "Alguns parecem acreditar que devemos negociar com os terroristas e com os radicais... Temos a obrigação de chamá-lo como o que é, de falsa comodidade da conciliação".

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