Bush diz que haverá pacote substancial de resgate financeiro

Bush afirma isto um dia após a falência do banco Washington Mutual, última vítima de uma longa lista

EFE,

26 de setembro de 2008 | 11h31

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta sexta, 26, que apesar das diferenças no Congresso, haverá um pacote "substancial" de resgate financeiro do seu Governo.Bush afirmou isto um dia após a falência do banco Washington Mutual, que é a última vítima de uma longa lista de instituições que quebraram por causa da crise.  Bush insistiu que o Congresso atue rapidamente para aprovar sua proposta de resgate financeiro por US$ 700 milhões, um plano urgente para estabilizar os mercados financeiros nacionais que estão titubeantes. Bush formulou um breve anúncio público na Casa Branca, um dia após a aparente frustração do acordo. O presidente disse que os legisladores discordaram de detalhes do plano, mas que não há outro remédio. "Não há desacordo quanto ao fato de que é preciso fazer algo substancial", disse.Ontem, o presidente convocou para uma reunião histórica na Casa Branca sobre a crise financeira. Não apenas incluiu os líderes do Congresso, mas também os candidatos presidenciais John McCain e Barack Obama. A reunião fracassou com as divisões entre os políticos, mas novas negociações deverão ser feitas no Congresso. Impasse A Casa Branca reiterou hoje sua insistência na necessidade de aprovar o plano de resgate financeiro que o Governo negocia com o Congresso, depois da falência do banco Washington Mutual."Claramente, nosso sistema financeiro está sob um forte estresse e precisamos de uma lei", disse Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca.Por sua vez, a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, que desempenha um papel importante nas conversas, ressaltou também hoje que "o acordo tem que acontecer", e assegurou que espera que seja alcançado "nas próximas 24 horas".No entanto, o senador Richard Shelby, do Alabama, que é o republicano de maior hierarquia no Comitê de Bancos do Senado e um dos que mais se opõem ao plano, afirmou hoje em declarações à televisão que a proposta apresentada por Henry Paulson, secretário do Tesouro americano, "está mal estruturada".A insistência da Casa Branca ocorreu depois que, na quinta-feira à tarde, fracassou o princípio de acordo ao qual tinham chegado os legisla dores com o Governo pelas reservas dos republicanos mais conservadores do Congresso.Na quinta-feira à noite foi anunciada também a falência do Washington Mutual, que representa o maior afundamento de uma entidade financeira na história dos Estados Unidos e o transforma em um símbolo dos excessos do "boom" imobiliário dos últimos anos no país.O Governo, no que representa a maior intervenção em um banco até agora, tomou o controle da entidade, que possui US$ 307 bilhões em ativos, e acertou uma venda de urgência ao JP Morgan.Nas últimas semanas, o Governo tinha tentado forçar o Washington Mutual a negociar sua venda a outro grupo bancário, mas as negociações não tiveram êxito. 

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