Bush diz que Irã pode promover 'terceira guerra mundial'

Presidente dos EUA convoca líderes para acabar com programa nuclear iraniano e impedir conflito atômico

Agências internacionais,

17 de outubro de 2007 | 15h39

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, alertou nesta quarta-feira, 17, que o líderes mundiais devem evitar que o Irã consiga desenvolver armas nucleares "se quiserem evitar uma terceira guerra mundial".Veja TambémBush recebe o dalai-lama na Casa Branca e irrita a China "Temos um líder no Irã que anunciou a intenção de destruir Israel", disse Bush durante a entrevista coletiva concedida na Casa Branca. Segundo a agência de notícias France Presse, as declarações foram dadas após a Rússia advertir contra uma ação militar contra o governo iraniano.  Bush descartou estar preocupado com a aproximação entre Moscou e Teerã, e afirmou que continuará trabalhando com o seu aliado, o presidente Vladimir Putin, para buscar meios de desativar o programa nuclear iraniano. O presidente Vladimir Putin disse nesta quarta-feira, 10, não existir prova de que o Irã esteja buscando armas nucleares, mas destacou ser necessário incentivar a república islâmica a ser mais transparente em relação ao seu programa atômico. Teerã nega estar buscando uma arma atômica e diz que só quer dominar a tecnologia para gerar energia elétrica.  Várias potências acreditam que o Irã possui um programa de armas atômicas sob a fachada de seu programa nuclear civil, e exigem uma terceira rodada de sanções contra o país. A Rússia pode usar seu poder de veto no Conselho de Segurança (CS) da ONU para barrar a iniciativa.  Dalai-lama Em outro episódio que pode prejudicar as relações dos Estados Unidos com membros do Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira, 17, Bush encountrou-se com o dalai-lama para homenageá-lo com a Medalha de Ouro do Congresso americano. O líder espiritual tibetano é visto como separatista e considerado inimigo pelo governo da China.  O presidente americano descartou qualquer possibilidade de esfriamento nas relações entre os dois países. Bush disse ter tido uma conversa sobre o assunto com o presidente chinês, Hu Jintao, e outros líderes do Partido Comunista. "É claro que eles não gostaram. Mas eu não acho que irá danificar as relações. Eu insisti com os chineses que a liberdade de religião é de interesse deles", disse o presidente.

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