Bush diz que ofensiva contra facção xiita é 'teste' para o Iraque

Presidente afirma que operação que espalhou violência no país é necessária para criação de sociedade livre

Agências internacionais,

28 de março de 2008 | 13h25

O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira, 28, que a ofensiva do governo iraquiano contra militantes xiitas, que intensificou a violência no país nos últimos dias, é parte necessária do desenvolvimento de uma sociedade livre. Ele afirmou ainda que vê os combates como um momento "determinante" e "um teste" para o governo do premiê Nouri al-Maliki.  Veja também:Premiê dá até 8 de abril para milícia xiita depor armasEUA bombardeiam Basra; cidade tem água para dois dias Sadr, líder xiita, ocupa papel-chave para a paz Ocupação do Iraque  Soldados dos EUA falam da vida no Iraque   Os combates ocorrem desde terça-feira, quando forças de segurança deram início a uma ofensiva contra milícias xiitas em Basra, no sul do Iraque, de onde a instabilidade se espalhou para Bagdá e outras cidades. O premiê está supervisionando pessoalmente a operação em Basra, que envolve cerca de 30 mil soldados e policiais combatendo militantes do Exército Mahdi, a milícia xiita liderada por Moqtada al-Sadr. "Qualquer governo que se presume que representa a maioria da população deve enfrentar criminosos ou pessoas que pensam que podem viver fora as leis e isso é o que está acontecendo em Basra", disse Bush em entrevista coletiva na Casa Branca. O primeiro-ministro do Iraque estendeu em dez dias o prazo para que as milícias xiitas em Basra deponham as armas. "Todos aqueles que têm armas pesadas ou de nível intermediário devem entregá-las a locais seguros e serão recompensados financeiramente. Isto começa no dia 28 de março e vai até 8 de abril", informou o premiê em uma declaração divulgada nesta sexta-feira.  Nenhuma razão foi dada para a extensão do prazo para a deposição das armas das milícias. Mas o primeiro-ministro afirma que as milícias sofrerão "penas criminais severas", caso o prazo não seja cumprido. O governo do Iraque ainda impôs um toque de recolher em Bagdá para "proteger" a população civil em meio a confrontos entre milícias xiitas e forças de segurança iraquianas. A medida, que restringe a circulação de pessoas e veículos, começou a vigorar às 23h do horário local (17h em Brasília) e deverá ser suspensa apenas no domingo às 5h da manhã (23h de sábado em Brasília).  O movimento liderado por Sadr não divulgou uma reação à extensão do prazo para a deposição das armas, mas o líder da milícia xiita deve ter uma de suas mensagens lida nas mesquitas iraquianas nesta sexta-feira.  O governo afirma que quer restaurar a ordem em Basra, cidade cuja segurança o Reino Unido devolveu às autoridades iraquianas em dezembro. Simpatizantes de Sadr dizem, porém, que o real objetivo do governo é enfraquecer as milícias para as eleições locais de outubro. (Com BBC Brasil e Reuters)

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