Bush diz que vazamento de documentos é 'muito danoso' para os EUA

Ex-presidente norte-americano diz que publicação dos dados pode abalar a confiança de alguns governantes

Efe

30 de novembro de 2010 | 04h36

WASHINGTON - O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush qualificou na segunda-feira, 29, de "muito danoso" o vazamento de documentos secretos e disse que os telegramas diplomáticos revelados pelo WikiLeaks podem prejudicar as relações de Washington com o mundo.

Em entrevista concedida à rede social Facebook para promover seu livro de memórias, "Decision Points", o ex-líder americano disse que a publicação dos 250 mil documentos pode abalar a confiança de alguns governantes.

"O vazamento é muito danoso e as pessoas que o efetuaram devem ser processadas judicialmente", assinalou.

"Em alguns casos será muito difícil manter a confiança de líderes estrangeiros", indicou na entrevista, que foi mediada pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e pelo advogado-geral da empresa, Ted Ullyot.

A conversa, com uma hora de duração, foi transmitida pelo Facebook Live e seguida por centenas de convidados em Palo Alto, na Califórnia, e por cerca de 6.500 pessoas na rede.

Bush brincou com Zuckerberg, contou lembranças, repassou o conteúdo do seu livro, se referiu a decisões políticas que teve que tomar durante sua gestão e revelou o que faz em seu tempo livre.

O ex-presidente não quis avaliar o desempenho da gestão de seu sucessor, Barack Obama, afirmando que não o faria porque não gostava de ser criticado à sua época.

Bush também falou sobre assuntos mais amenos na entrevista, como sua preferência pelo iPad em detrimento do BlackBerry e os 600 mil amigos que tem no Facebook.

O ex-líder e Zuckerberg destacaram suas semelhanças e disseram ser fãs um do outro. Enquanto o fundador do Facebook elogiou o ex-presidente por "manter-se fiel a si mesmo" e bancar seus pontos de vida, Bush disse que ambos tiveram que tomar decisões rápidas e difíceis, enfrentando muitas críticas.

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