Bush e Brown reforçam posição comum sobre Iraque e Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, mostraram na segunda-feira que formam uma frente unida quanto ao Iraque e quanto à paz no Oriente Médio, na tentativa de afastar os rumores sobre um resfriamento das relações entre os dois países. Depois de várias reportagens indicando que o líder britânico tentaria se distanciar de Bush e promover uma retirada do Iraque, os dois mandatários estavam dispostos a mostrar, em seu primeiro encontro, que pretendem forjar fortes laços entre si. Brown não fez promessas sobre a permanência das forças no Iraque, e afirmou apenas que a decisão sobre a transferência do controle sobre a província de Basra às forças iraquianas vai se basear apenas na avaliação militar. "Não tenho nenhuma dúvida de que Gordon Brown compreende que o fracasso no Iraque seria um desastre para a segurança de nossos próprios países", disse Bush na entrevista coletiva conjunta, depois da reunião entre os dois no refúgio presidencial. Ele disse que seu relacionamento com Brown será um "relacionamento estratégico construtivo para o bem de nossos povos." A química entre os dois líderes era evidentemente menor que a entre Bush e o antecessor de Brown, Tony Blair, que deixou o cargo de primeiro-ministro no mês passado. Em contraste com o estilo casual dos encontros entre Blair e Bush, o presidente e o novo líder britânico estavam vestidos formalmente, de terno e gravata, e Brown tinha um ar austero, embora Bush tenha tentado tornar o clima mais leve com brincadeiras frequentes. Brown disse ter afirmado a Bush que a Grã-Bretanha quer trabalhar ao lado dos Estados Unidos em "todos os grandes desafios," como o terrorismo internacional, o Oriente Médio e as alterações no clima. A respeito do Irã, os dois concordaram com a necessidade de impor sanções mais rigorosas ao país por causa de seu programa nuclear. "Concordamos que as sanções estão funcionando e o próximo passo que estamos dispostos a dar é endurecer as sanções com uma nova resolução da ONU", disse Brown. Bush disse também que os dois líderes estão otimistas quanto a um acordo mundial de comércio na rodada de Doha, cujas negociações voltaram a emperrar em junho. "Gordon Brown trouxe sugestões interessantes para obter avanços", disse Bush. Brown iria se reunir com líderes do Congresso em Washington na tarde de segunda-feira, e na terça deve conversar com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, além de fazer um discurso na sede da organização.

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