Bush e Sarkozy buscam frente comum contra Irã

Presidente americano se diz "desapontado" após a recusa de Teerã de aceitar oferta da UE para negociar

Matt Setalnick e Jeremy Pelofsky, Reuters

14 de junho de 2008 | 10h44

Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da França, Nicolas Sarkozy, alertaram neste sábado que um Irã com armas nucleares seria uma ameaça à paz. Os dois líderes buscam pôr fim à tensão entre seus países sobre o Iraque e estabelecer uma frente comum contra o Irã. Como parte da viagem de despedida de Bush da Europa, eles se reuniram para coordenar uma estratégia para aumentar a pressão internacional sobre o Irã por causa de seu programa nuclear e também para reforçar a ajuda internacional ao Afeganistão, país afetado pela guerra. Também neste sábado, o Irã descartou a possibilidade de qualquer suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio, depois que o chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, apresentou uma oferta das potências mundiais de concessão de incentivos econômicos para persuadir o país a pôr fim a essas atividades nucleares. "Estou desapontado pelo fato de as autoridades iranianas terem rejeitado de imediato essa oferta generosa", disse Bush durante uma entrevista dos dois presidentes à imprensa. Bush afirmou que líderes europeus compreenderam que um Irã com armas nucleares seria um "grande golpe para a paz mundial". Sarkozy concordou, dizendo: "A obtenção da bomba atômica pelo Irã é inaceitável". Ele pediu um "procedimento de sanções" se Teerã mantiver sua posição desafiadora. Bush e os aliados com os quais se reuniu durante a viagem - sua última à Europa antes de deixar o cargo - têm advertido o Irã quanto à possibilidade de sofrer mais sanções se continuar a desenvolver know-how nuclear que possa ser usado na fabricação de bombas. O relacionamento pessoal caloroso de Bush e Sarkozy contrasta nitidamente com o frio relacionamento do líder norte-americano com o antecessor francês, Jacques Chirac, um crítico tenaz da invasão do Iraque em 2003. Bush permanece profundamente impopular na França, onde muitos reagiram com indiferença à sua visita.

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