Bush e Sarkozy terão almoço informal em balneário

O presidente dos EstadosUnidos, George W. Bush, receberá o presidente da França,Nicolas Sarkozy, para um "almoço informal" na casa da suafamília em Maine, neste sábado, indicando uma maior proximidadeentre os dois países depois das tensões devido à guerra noIraque. Esse tipo de convite é raro. Somente um líder mundial haviasido convidado antes por Bush para a casa da sua família nacosta rochosa de Maine: o presidente russo, Vladimir Putin, emjulho passado. O encontro teve como objetivo amenizar astensões entre os dois países, provocadas pelo plano de defesacontra mísseis dos Estados Unidos na Europa. Os EUA esperam fortalecer os laços com a França de Sarkozy,depois que as relações se esfriaram sob o governo do seuantecessor, Jacques Chirac. O ex-presidente foi contra ainvasão do Iraque em 2003. Freqüentemente, para mostrar um relacionamento especial,Bush convida aliados estrangeiros para a sua fazenda emCrawford, no Texas. O último chefe de Estado a visitar apropriedade foi o presidente colombiano, Álvaro Uribe, emagosto de 2005. Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, afirmou que a"geografia" teve participação na escolha da casa emKennebunkport para sediar o encontro tanto com Putin quanto comSarkozy, neste verão norte-americano. O francês está de féricasperto de Nova Hampshire, e Putin seguia para a América Latina. Sarkozy, que tomou posse em maio, foi criticado na Françapor ter escolhido os Estados Unidos para as suas primeirasférias como presidente. Ele interrompeu brevemente o seudescanso para estar presente no funeral do cardeal Jean-MarieLustiger, na sexta-feira, na França, mas retornou para visitarBush em Maine. Bush iniciou a sua estadia na cidade balneário para ver ocasamento de um amigo da família. Ele já andou de bicicleta esaiu de barco para pescar com o seu pai, o ex-presidente GeorgeBush, e o irmão Jeb. O convite para o casal Sarkozy foi feito durante a reuniãodo G-8 na Alemanha, em junho. "É um almoço informal", disse Perino. "Há a possibilidadeque eles discutam trabalho", afirmou. "Obviamente estamostrabalhando muito próximos com a França sobre vários temas",declarou. Ela citou as articulações nas Nações Unidas sobre oLíbano, Sudão e Irã.

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