Bush encerra visita a árabes com apelo por mais petróleo

Presidente deixa a região com esperança de ter convencido sauditas a defender maior produção da Opep

TABASSUM ZAKARIA E MATT S, REUTERS

16 de janeiro de 2008 | 11h38

O presidente dos EstadosUnidos, George W. Bush, conclui na quarta-feira sua viagem aoOriente Médio, na esperança de ter convencido a Arábia Sauditaa defender uma ampliação da produção da Opep, como forma dereduzir o preço do petróleo, segundo a Casa Branca. Bush falou sobre os efeitos do preço do petróleo, quechegou a cerca de 100 dólares por barril, durante encontro naterça-feira numa fazenda do rei Abdullah no deserto saudita. "O presidente disse que há uma esperança como resultadodessas conversações de que a Opep [cartel de paísesexportadores de petróleo] seja encorajada a autorizar umaumento na produção", disse Dana Perino, porta-voz da CasaBranca, a jornalistas que acompanhavam o presidente no trajetoda Arábia Saudita ao Egito. "O presidente disse que o rei diz entender que o preço altodo petróleo pode afetar negativamente as economias no mundo, equando as economias não crescem tanto quanto cresciam outraseconomias vão sofrer", disse ela. "Então o presidente acredita que é do interesse de todoster um fornecimento adequado de petróleo para lidar com ademanda", acrescentou. Na última parada antes da volta a Washington, Bushdesembarcou no balneário de Sharm el-Sheikh, no mar Vermelho,onde se encontraria com o presidente egípcio, Hosni Mubarak. O governo egípcio é um dos principais aliados dos EUA nomundo árabe, mas Bush e Mubarak não se viam havia mais dequatro anos, segundo autoridades locais. Bush vem dizendo a seus aliados regionais que o Irã é umaameaça com seu programa nuclear, que o processo de pazpalestino-israelense deve ser apoiado e que não interessa aninguém que o petróleo esteja caro. A viagem também incluiu a primeira visita oficial de Bush aIsrael e Cisjordânia. Ali, ele incentivou ambas as partes aassinarem um acordo até o fim de seu mandato, em janeiro de2009.Bush esteve também no Kuweit, no Barein e nos Emirados ÁrabesUnidos. "Gastei bastante tempo [falando do] Irã em cada escala",disse Bush na terça-feira. "Simplesmente deixei claro que todasas opções estão sobre a mesa, mas que eu gostaria que isso seresolvesse diplomaticamente, e falei em garantir que mensagensconsistentes emanem de todas as partes do mundo para osiranianos." Analistas dizem que os aliados árabes de Washington tambémvêem com receio o aumento da influência iraniana, mas têm aindamais medo de um confronto entre os EUA e a República Islâmica. "O Irã é um país vizinho e importante na região.Naturalmente, não temos nada contra o Irã", disse o chancelersaudita, Saud al-Faisal. "Esperamos que o Irã também respondaàs solicitações de legitimidade internacional."

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