Bush enviará ao Congresso projeto de TLC com a Colômbia

Contrariando a oposição, presidente americano diz que acordo de livre comércio trará maior segurança aos EUA

Efe,

07 de abril de 2008 | 15h01

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, enviará ao Congresso americano na terça-feira, 8, o projeto de lei para votar o Tratado de Livre Comércio (TLC) com a Colômbia, em claro desafio aos democratas que se opõem ao pacto. "Esse tratado permitirá aos EUA melhorar a segurança em uma região crítica para nós", disse Bush.   Veja também: Paulson defende acordo de comércio com Colômbia 81% dos americanos acham que país segue direção errada   Com o envio do projeto de lei, começa a contagem regressiva para que ambas as câmaras do Legislativo submetam à votação, em um prazo de 90 dias, o convênio comercial assinado pelos EUA e Colômbia em 2006. Em seu discurso, Bush destacou a importância de que o texto seja aprovado antes que o Congresso inicie o recesso de férias, porque, caso contrário, não daria tempo de levar adiante a iniciativa antes das eleições de novembro.   Em uma tentativa de suavizar a oposição democrata, o presidente afirmou que o TLC com a Colômbia contém as estipulações ambientais e trabalhistas mais estritas em comparação com todos os outros tratados comerciais com os EUA. O chefe da Casa Branca indicou que o tratado com a Colômbia é similar ao que se aprovou com o Peru, com a diferença de que a economia colombiana é maior e seu papel estratégico, maior.   O presidente americano afirmou ainda que a "aprovação da legislação é a melhor forma de demonstrar apoio" para seus aliados. "A não ratificação deste tratado enviaria a outros países a mensagem que nossos amigos não podem contar com a ajuda dos EUA", apontou Bush.   Neste sentido, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, fez nesta segunda-feira, em Miami, uma vigorosa defesa da aprovação "sem maior atraso" do TLC, porque reforçará a democracia na América Latina "ao apoiar um aliado-chave, um aliado que alcançou avanços significativos na luta contra a violência e a instabilidade". Paulson que o líder colombiano, Álvaro Uribe, transformou com sucesso seu país "em um dos mais estáveis e uma das democracias mais sólidas da região".   Ainda nesta segunda-feira, os secretários de Estado, Condoleezza Rice, e de Defesa, Robert Gates, publicaram hoje artigos de opinião nos jornais The Wall Street Journal e Miami Herald, nos quais pedem a ratificação do TLC pelos benefícios que representa para as economias de ambos os países. Ambos defendem as conquistas do governo de Uribe no combate ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais.   Oposição   A oposição democrata, pressionada pelos sindicatos do país, disse que votará contra o TLC por considerar que o governo colombiano não fez o suficiente por melhorar as condições de direitos humanos e trabalhistas no país.   O partido opositor argumenta que continua a impunidade e a violência dirigida contra os líderes sindicalistas. Também tentam condicionar o apoio ao tratado à extensão da Lei de Ajuste Comercial (TAA), um programa federal que beneficia os trabalhadores americanos que se viram prejudicados pela concorrência estrangeira.  

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