Bush faz balanço do ano e diz ter perdido paciência com a Síria

Presidente americano acusa Damasco de apoiar o Hamas, o Hezbollah e ações de suicidas na região

Agências internacionais,

20 de dezembro de 2007 | 13h46

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um balanço de fim de ano em sua última entrevista coletiva de 2007 na Casa Branca. Bush foi claro em sua mensagem ao presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmando que a sua paciência se esgotou "há muito tempo", isso porque o país "protege o Hamas, facilita os trabalhos do Hezbollah, terroristas suicidas que deixam o seu país e desestabilizam o Iraque a o Líbano".   Veja também: Bush critica política iraquiana e pede paciência no AfeganistãoBush se recusa a comentar sobre destruíção de fitas da CIA Bush fala com cautela sobre Putin e democracia russa   "A Síria precisa apoiar o Líbano", disse Bush quando questionado sobre a possibilidade da mediação americana para a estabilização da política libanesa. A administração de Bush tenta isolar Damasco diplomaticamente, apesar da Síria ter enviado representantes para a conferência de Annapolis para discutir um acordo de paz entre israelenses e palestinos.   A Síria nega as acusações americanas de que esteja interferindo na política libanesa. Damasco retirou suas tropas do vizinho em 2005, após 29 anos de presença militar.   Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores sírio insistiu que o país está tentando ajudar a resolver o impasse presidencial libanês. A Presidência do Líbano está vaga desde o dia 23 de novembro, quando terminou o mandato de Emile Lahoud.   A França lidera os esforços de mediação para a formação de uma administração formada pela oposição, liderada por grupos pró-Síria, e a bancada governista.   O chefe de governo americano deve viajar para o Oriente Médio entre os dias 8 e 16 de janeiro. A visita, prevista durante o encontro de Annapolis, deve incluir Israel, Cisjordânia, Kuwait, Bahrain, Emirádos Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.      

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