Bush lança suas últimas críticas a Cuba

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que deixa o cargo dentro de uma semana, fez na terça-feira seu último ataque a Cuba, que segundo ele é uma ditadura cruel, que respondeu aos apelos dos EUA por democracia com mais repressão contra o seu povo. "Enquanto grande parte do mundo celebra o alvorecer de um novo ano, Cuba marca 50 anos de uma das ditaduras mais cruéis que este hemisfério já testemunhou", disse Bush, referindo-se à revolução que levou o regime de Fidel Castro ao poder. O sucessor e irmão dele, Raúl, assumiu o poder em 2006 e desde então promoveu tímidas reformas, como permitir a venda de computadores, celulares e aparelhos de DVD na ilha. O governo Bush considera tais medidas insuficientes, e diz que as sanções econômicas em vigor há 46 anos permanecerão até que Havana liberte todos os presos políticos e permita a liberdade de expressão. O presidente-eleito dos EUA, Barack Obama, promete atenuar as restrições a viagens para reunião familiar e remessa de divisas dos EUA à ilha, mas diz que manterá o embargo para pressionar pela democratização. Obama diz também que estaria disposto a abrir um processo diplomático com Cuba, algo que o governo Bush sempre rejeitou. "Minha administração continuamente desfiou o governo cubano a provocar mudanças políticas e econômicas genuínas, e a melhorar os direitos humanos, e deixou claro que os Estados Unidos permanecem preparados a responder a qualquer pedido de assistência de uma Cuba que realize uma transição para a democracia." "A resposta do regime dos Castro às nossas ofertas foi a repressão continuada ao povo cubano", acrescentou. O Conselho das Américas, influente grupo empresarial dos EUA, divulgou nesta semana um relatório recomendando que Obama atenue as sanções a Cuba, pois isso revigoraria as relações comerciais dos EUA com a América Latina em seus primeiros 90 dias de mandato.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.