Bush muda tema em relação aos discursos dos últimos anos

Em 2006 e 2007, presidente focou na guerra contra o terror e na dependência dos combustíveis fósseis

29 de janeiro de 2008 | 01h58

Ao contrário do que fez em outro anos, quando as guerras do Iraque, do Afeganistão e contra Al-Qaeda dominaram o discurso do Estado da União, Bush tratou basicamente de assuntos domésticos na sua última aparição frente ao Congresso. O presidente em fim de mandato tentou passar confiança aos americanos sobre a economia, ressaltando o papel do Congresso na aprovação do pacote de medidas anunciados na semana passada.  Veja também:Bush pede ação rápida para recuperar economia americanaBush elogia retirada de células-tronco de células da peleBush vai destinar US$2 bi a fundo climático globalBush faz apelo por acordo em Doha durante discurso anualSenado apresenta novo pacote de ajudaEntenda a crise nos EUA "Para construir um futuro próspero, nós precisamos confiar às pessoas o seu próprio dinheiro, dando a elas o poder para fazer a economia crescer", disse o presidente. Mas ele reconheceu que a economia americana vive um momento de "incerteza". Em 2007, o plano para ampliar a presença militar no Iraque e a redução do consumo da gasolina foram os principais assuntos do discurso. Foi a primeira vez que Bush falou para um Congresso controlado por democratas. O presidente americano pediu o apoio dos democratas no Iraque ao ressaltar que uma derrota naquele país seria horrível para os EUA. "Nosso trabalho é fazer a vida ser melhor para os norte-americanos e ajudá-los na construção de um futuro de esperança e oportunidade. Nós temos à frente dificuldades e inimigos, e temos que agir juntos para vencê-los", disse. Naquela oportunidade, o presidente americano pediu ainda a aprovação da Lei de Imigração, "abrindo caminho à uma regularização digna e justa dos ilegais, sem anistia ou animosidades".Bush propôs também a redução de 20% do consumo nacional de gasolina até 2017, diminuindo o equivalente a três quartos do petróleo da importação de petróleo do Oriente Médio. O objetivo era tornar o país "menos vulnerável", para que um dia consiga a "subsistência energética". Para isto, o presidente americano falou dos combustíveis alternativos, como o etanol. Foi ainda no discurso de 2007, que pela primeira vez, Bush reconheceu que "as mudanças climáticas são um problema sério" e que as novas medidas ajudarão os Estados Unidos a enfrentar este novo desafio mundial. No discurso de 2006, Bush afirmou que os Estados Unidos precisam continuar na ofensiva contra os malfeitores internacionais e desenvolver tecnologias que lhes permitam depender menos da importação de petróleo de regiões instáveis do mundo. O presidente americano fez o discurso rejeitando a opinião de congressistas democratas e outros críticos que diziam que as políticas americanas para o Iraque e na guerra contra o terrorismo estão provocando cada vez mais antipatia externa e causando mais mal do que bem aos EUA. A dependência do petróleo também foi um dos temas tratados em 2006. "A América é viciada em petróleo, que geralmente é importado de partes instáveis do mundo", diz o presidente no texto divulgado pela Casa Branca. "A melhor forma de acabar com esse vício é por meio da tecnologia", acrescentou. Há dois anos, Bush pediu ao Congresso que proibisse a clonagem em todas as suas formas, classificando como um abuso da medicina. "A vida humana é um dom de nosso Criador e esse dom nunca deve ser descartado, desvalorizado ou colocado à venda", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
George W. BushEstado da União

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.