Bush pede calma contra crise

Presidente falou em seu programa semanal de rádio sobre os efeitos da crise sobre famílias americanas

EFE,

25 de outubro de 2008 | 15h32

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse neste sábado que a crise financeira continua afetando os americanos "em todos os níveis" e assegurou que sua administração deu passos ousados para estabilizar a economia do país. "Nas últimas semanas, as preocupações sobre a disponibilidade de crédito, a segurança dos ativos financeiros e a volatilidade das bolsas fizeram com que muitas famílias ficassem, compreensivelmente, ansiosas sobre seu futuro", indicou o presidente em discurso transmitido em rádio. "O Governo federal deu passos ousados para estabilizar a economia", acrescentou. Bush lembrou que sua Administração e o Congresso aprovaram um programa "que está fornecendo fundos para ajudar que os bancos reconstituam seu capital e retomem os empréstimos". Além disso, o Governo estendeu suas garantias à nova dívida emitida por bancos assegurados, e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) começou a adquirir letras de câmbio comerciais que são, disse, "uma fonte-chave de financiamento de curto prazo para as empresas e instituições financeiras". "Estes passos começam a dar resultados", disse Bush. "Mas é preciso tempo para que se sinta seu impacto total". Bush disse que, "em coordenação com os Estados Unidos, outros muitos países deram passos similares para enfrentar a turbulência em seus mercados". "Esta crise é de alcance global, e sua resolução requereria mais cooperação internacional", afirmou o presidente. "Por isso, esta semana, depois de consultas com governantes de todo o mundo, anunciei que convocaria uma cúpula internacional em Washington em 15 de novembro". "Esta cúpula será a primeira de uma série de reuniões dedicadas a encarar esta crise", afirmou Bush. "Esta cúpula reunirá os governantes dos países do Grupo dos Vinte (G20), que representam nações ricas e em desenvolvimento", acrescentou. Nessa reunião, que ocorrerá no Museu da Construção no centro de Washington, os governantes e chefes de instituições financeiras multilaterais discutirão "as causas dos problemas nos sistemas financeiros", acrescentou o presidente. "Começaremos a desenvolver os princípios de reforma dos organismos e instituições regulatórias vinculadas com nossos sistemas financeiros", indicou o presidente americano. O presidente destacou que, "apesar dos altos e baixos que nossos mercados experimentaram em meses recentes, os americanos têm razões para ser otimistas sobre o futuro econômico de nossa nação". "Ao longo de toda nossa história, vimos que, quando os americanos têm liberdade para que seus talentos e sua imaginação sejam aplicados, em breve seguem a prosperidade e o êxito", afirmou Bush.

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