Bush pede paciência e diz que estratégia funcionou no Iraque

Em último pronunciamento ao Congresso, presidente diz que Al-Qaeda está sendo derrotada

Associated Press,

29 de janeiro de 2008 | 02h25

Embora tenha dedicado a maior parte de seu discurso a problemas internos como a ameaça de recessão que assusta o país, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, também pediu paciência com a guerra no Iraque em seu último discurso do Estado da União na noite desta segunda-feira, 29.  Veja também:Bush pede ação rápida para recuperar economia americanaBush muda o tema de discursoSenado apresenta novo pacote de ajuda Desde a invasão americana de 2003, a guerra do Iraque vinha sendo o principal assunto dos pronunciamentos anuais do presidente ao Congresso. Apesar de menos centrado nos problemas do país árabe, o presidente aproveitou sua última aparição frente aos congressistas americanos para comemorar os resultados de sua estratégia para conter a violência.  "Alguns podem negar que a estratégia esteja funcionando", disse ele, "mas entre os terroristas não há dúvidas. A Al-Qaeda está enfraquecida no Iraque, e esse inimigo será derrotado." O envio de 30 mil homens extras ao Iraque foi anunciado há exatamente um ano, durante o discurso do Estado da União de 2007, quando guerra no país árabe vivia um de seus mais sangrentos momentos.  Nesta segunda, o presidente não anunciou a retirada das tropas, mas disse que parte dos 30 mil homens extras enviados no ano passado poderão começar a voltar. Num aparente recado aos democratas no Congresso, ele destacou, no entanto, que qualquer movimento apressado poderá converter os ganhos alcançados ao longo de 2007. "Tendo ido tão longe e conseguido tanto, nós não podemos deixar isso acontecer." Ainda em relação aos aspectos mais polêmicos de sua guerra ao terror, Bush também pediu a extensão da lei que permite o monitoramento de suspeitos de terrorismo sem autorização da Justiça. Na resposta democrata ao pronunciamento, a governadora do Kansas, Kathleen Sebelius, exigiu que Bush trabalhe com o Congresso para ajudar os Estados Unidos a recuperarem sua posição global, manchada pela guerra.  "Os últimos cinco anos nos custaram muito - em vidas perdidas; em milhares de feridos cujos futuros não serão os mesmos; em desafios não alcançados em casa porque nossos recursos estavam investidos em outro lugar", disse ela. "A política externa americana nos deixou com menos aliados e mais inimigos."

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