Bush pressiona Congresso para aprovar lei de espionagem

Presidente dos EUA afirma que medida previne lacuna na segurança do país e garante liberdade civil

Agências internacionais,

28 de fevereiro de 2008 | 12h40

O presidente americano, George W. Bush, pressionou nesta quinta-feira, 28, o Congresso americano a aprovar a nova lei de inteligência que autoriza as atividades de espionagem eletrônica dentro dos Estados Unidos para a luta contra o terrorismo. A medida garante a imunidade para as empresas de telecomunicações que ajudaram o governo desde os ataques de 11 de setembro de 2001 com o fornecimento de informações.  Veja também:Bush rejeita diálogo com Raúl sem democratização de Cuba Durante entrevista coletiva concedida em Washington, Bush afirmou que a lei facilita a espionagem, "é necessária para monitorar terroristas" e ainda garante as liberdades civis. Ele disse ainda que caso ela não seja aprovada, o país pode ter uma lacuna perigosa em sua segurança. Bush ainda negou o "velho chamado para se retirar" do Iraque, citando os avanços conquistados no país pelas Forças militares americanas e convocou o Congresso a financiar plenamente a guerra. "Os Estados Unidos devem prevalecer no Iraque", "parece que não importa o que se passa no Iraque, os oponentes da guerra têm uma única resposta, retirada". O presidente ainda assinalou que o progresso no país é conseqüência da estratégia do aumento no número de soldados na missão, afirmando ainda que a situação "mudou completamente". Ainda sobre o Iraque, Bush afirmou que as tropas turcas deveriam deixar o norte do país "assim que possível". Milhares de soldados turcos cruzaram a fronteira entre os dois países na semana passada para combater rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). O grupo tem usado áreas montanhosas do norte iraquiano como base de uma campanha armada por independência. "Os turcos precisam sair, sair rapidamente, alcançar o objetivo deles e sair", disse Bush em entrevista coletiva. Eleições na Rússia Durante a coletiva, Bush afirmou ainda que pretende preservar os laços dos Estados Unidos com os líderes da Rússia e está interessando na futura cooperação com os novo representantes dos dois países, tanto o presidente russo que será eleito no próximo domingo como o próximo chefe de governo dos EUA. "Quero tratar de deixar, para quem quer que seja o meu sucessor, uma relação com o próximo líder eleito e que governe a política exterior da Rússia", disse Bush, afirmando que "há áreas em que necessitamos cooperar". "É importante estabelecer relações pessoais com dirigentes até quando não estamos de acordo com eles". "As relações entre Rússia e Estados Unidos são importantes para a estabilidade, para as nossas relações com a Europa e o meu conselho é que seja estabelecida uma relação pessoal com quem estiver a cargo da política exterior da Rússia. O Kremlin afirma que a proposta americana de instalar dez mísseis interceptores na Polônia e um radar na República Tcheca ameaçam a segurança da Rússia. O governo americano afirma que as instalações são necessárias para a defesa de um possível ataque iraniano. Os Estados Unidos querem construir um sistema que vai permitir a interceptação de mísseis balísticos. Este sistema envolve radares estacionários no Alasca e na Califórnia, nos Estados Unidos e no Reino Unido. Outro radar está planejado para a Groenlândia.

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