Bush pressiona Congresso por lei condicional de inteligência

'Os terroristas estão planejando ataques contra os Estados Unidos neste minuto', diz o presidente dos EUA

Associated Press,

23 de fevereiro de 2008 | 19h27

O presidente norte-americano George W. Bush declarou neste sábado, 23, que os líderes democratas da Câmara dos Representantes estão bloqueando projetos de lei de inteligência que ele considera crucial para a defesa nacional.   Bush afirmou que se os democratas não aprovarem a lei, advogados poderiam questionar as companhias telefônicas que ajudaram o governo a interceptar ligações de suspeitos terroristas depois dos atentados de 2001.   "Os terroristas estão planejando ataques contra os Estados Unidos neste minuto", disse Bush. O presidente renovou seu pedido para que aprovem os projetos que permitem renovar a lei de inteligência que expirou no fim de semana passado.   O projeto do Senado outorga proteção retroativa às companhias de telecomunicações que interceptaram suspeitos terroristas por telefone e por computadores a pedido do governo, mas sem a autorização de um tribunal secreto criado há 30 anos para supervisionar essas atividades. A versão da Câmara dos Representantes não outorga proteção às companhias.   A lei atual expirou depois que o Congresso iniciou um recesso de dez dias antes de reconciliar as versões do novo projeto. "Quando o Congresso retomar suas atividades na segunda-feira, os membros da Câmara de Representantes terão uma decisão a fazer: podem dar poder aos advogados ou à comunidade de inteligência", declarou Bush em seu discurso no rádio este sábado. "Eles podem ajudar os advogados por bilhões de dólares, ou podem ajudar nossos oficiais de inteligência a proteger milhões de vidas."   Bush ameaçou vetar todo projeto que não proteja companhias de processos civis que alegam violações das leis de privacidade e interceptação de conversas.

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