Bush provoca China sobre direitos humanos antes de Olimpíadas

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, fez um apelo aos líderes chineses nestaterça-feira para que eles usem os Jogos Olímpicos de Pequimpara mostrar comprometimento com os direitos humanos, disse aCasa Branca, em uma provocação aos chineses 10 dias antes deBush comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos. Pressionado por parlamentares norte-americanos e grupos dedefesa para adotar uma postura mais forte sobre as políticas dedireitos humanos da China, Bush se encontrou separadamente como Ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, e comativistas democráticos chineses. Bush tem dito repetidamente que irá às Olimpíadas pelosesportes e não por política. O presidente dos EUA usou suas conversas com os cincoativistas para "discutir suas preocupações sobre os direitoshumanos na China", disse a Casa Branca em nota. "O presidentegarantiu que irá levar a mensagem da liberdade em sua viagem aPequim para os Jogos, assim como fez disso uma prioridade emtodos os seus encontros com autoridades chinesas." "Ele disse aos ativistas que o comprometimento com oslíderes chineses lhe dá uma oportunidade de fazer com que aposição dos Estados Unidos fique clara -- direitos humanos eliberdade religiosa não deveriam ser negados a ninguém", disse. Bush também compareceu em um encontro com seu consultor desegurança nacional, Steven Hadley, e o ministro das RelaçõesExteriores chinês, disse a Casa Branca. "O presidente revisou as atuais relações bilaterais com oministro chinês, e também falou sobre seu desejo de ver osucesso das Olimpíadas, apontando que isso apresenta aoschineses uma oportunidade de demonstrar compaixão pelosdireitos humanos e pela liberdade." Bush já rejeitou pedidos de grupos de direitos humanos paraboicotar a abertura dos Jogos, insistindo que isto seria uma"afronta" ao povo chinês, e que tornaria mais difícil asconversas com os líderes sobre preocupações de direitoshumanos. Com a cerimônia de abertura marcada para 8 de agosto, aAnistia Internacional emitiu uma rigorosa avaliação dosregistros de direitos humanos da China na terça-feira, dizendoque muitos de seus cidadãos tiveram liberdades reduzidas desdeque Pequim ganhou a disputa pelos Jogos Olímpicos. (Reportagem de Matt Spetalnick)

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