Bush rebate críticas de democratas para retirada do Iraque

Presidente americano reconhece 'desafios' das tropas, mas reafirma aumento da segurança no país

Efe,

15 de setembro de 2007 | 13h23

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu neste sábado, 15, a retirada gradativa de soldados do Iraque frente às demandas democratas para que a saída seja mais rápida. Em sua mensagem por rádio semanal, Bush reconheceu que as forças americanas enfrentam "grandes desafios" no país árabe, mas enfatizou que as condições de segurança estão melhorando.   Veja Também  Secretário de Defesa indica retirada maior de tropas do Iraque  Iraque não avança nem militar nem politicamente  Bush reduz tropas, mas diz que EUA não abandonam o Iraque  Democratas prometem mudar rumo da guerra  Especial: a ocupação do Iraque    Além disso, Bush reiterou que o envio de cerca de mais 30.000 soldados, anunciado em janeiro, deu resultados e permitirá uma saída gradativa de cinco das 20 brigadas de combate no Iraque.   Os democratas reagiram a esse anúncio, realizado por Bush em discurso à nação na quinta-feira, com demandas para que essa redução de forças seja muito mais profunda.   No entanto, em sua mensagem por rádio, Bush alertou que uma saída precipitada do Iraque teria graves conseqüências para a segurança nacional dos Estados Unidos.   "Se fôssemos expulsos do Iraque, todos os extremistas se sentiriam desafiantes. A Al-Qaeda poderia encontrar novos recrutas e santuários", disse.   "Um Iraque fracassado poderia aumentar a probabilidade de que nossas forças tivessem que retornar algum dia para combater extremistas inclusive mais arraigados e mais letais", acrescentou Bush.   Redução maior     Nesta sexta-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, antecipou a possibilidade de que seu país reduza o número de tropas no Iraque de forma mais pronunciada que o proposto esta semana pelo chefe das forças americanas no país, o general David Petraeus.   Gates disse em entrevista coletiva que espera que as condições no Iraque melhorem o suficiente para permitir que no final de 2008 haja cerca de 100.000 soldados americanos no país, frente aos 168.000 atuais.   No entanto, em sua mensagem de hoje, Bush não falou dessa possibilidade e reiterou o plano anunciado na quinta-feira, que prevê retirar 5.700 efetivos até o fim do ano.   Em seu discurso, Bush também prestou homenagem a Abdel Sattar al-Buricha, um dos promotores da aliança de líderes sunitas da província de Anbar com os Estados Unidos contra a Al Qaeda, e que morreu em um ataque com bomba na quinta-feira.   "Lamentamos a perda de iraquianos valentes como o xeque Sattar e apoiamos os que continuam a luta", disse Bush.

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