Bush rejeita diálogo com Raúl sem democratização de Cuba

Presidente diz que reunião serviria para dar prestígio a um tirano; EUA irão manter embargo à ilha

Agências internacionais,

28 de fevereiro de 2008 | 13h17

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reafirmou nesta quinta-feira, 28, em que não manterá um diálogo com o novo chefe de Estado de Cuba, Raúl Castro, enquanto não ocorrer uma verdadeira democratização nessa ilha caribenha.   Veja também:  Bush pressiona aprovação de lei de espionagem   Ao ser perguntado, durante entrevista coletiva na qual abordou uma grande variedade de assuntos, sobre o que perderia com o encontro, Bush disse: "O que se perde constrangendo um tirano que coloca seu povo na prisão por causa de suas convicções políticas? O que se perde é que isso envia a mensagem errada."   "Isso dará um grande status aos que têm suprimido os direitos humanos e a dignidade humana. Eu não estou sugerindo que não haverá nunca um momento para falar", afirmou Bush, mas acrescentou que agora não é o momento de começar discussões com Raúl Castro.   "Manteremos o embargo e continuaremos insistindo (na democratização), até que Cuba comece a alcançar a liberdade", disse. A ilha está sob embargo norte-americano desde 1962.   "Ele (Raúl Castro) não é nada além de uma extensão de seu irmão (Fidel), que arruinou a ilha e colocou na prisão pessoas por suas ideologias", completou. Bush disse ainda que Raúl sairia ganhando de uma reunião como esta "ao poder dizer: 'olhem, acabo de ser reconhecido pelo presidente dos EUA'".   Em seu discurso de posse perante a Assembléia Nacional, no último domingo, Raúl Castro, de 76 anos, anunciou que sua prioridade será satisfazer as necessidades básicas da população. Raúl substitui seu irmão Fidel, de 81 anos, que em 18 de fevereiro anunciou que se retirava após quase 50 anos no poder.

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