Bush sanciona reestruturação dos serviços de espionagem

Presidente cria cargo para coordenar o trabalho das 16 agências de inteligência governamentais

Efe,

31 de julho de 2008 | 13h43

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou um decreto que permitirá a maior reestruturação dos serviços de espionagem em uma geração, informou nesta quinta-feira, 31, a Casa Branca. A porta-voz da Presidência, Dana Perino, disse que o novo decreto "pede à comunidade de inteligência que produza informação oportuna, precisa e perspicaz, com especial ênfase nas ameaças colocadas pelo terrorismo internacional e na propagação de armas de destruição em massa".   O decreto concede competências adicionais ao diretor da Inteligência Nacional, um cargo criado pelo Congresso em 2004 para coordenar o trabalho das 16 agências de espionagem, segundo anteciparam os jornais The Wall Street Journal e The Washington Post. Perino acrescentou que a iniciativa ajudará a criar uma comunidade de inteligência "mais efetiva", capaz de oferecer ao presidente e a seus assessores a informação necessária para defender a segurança dos Estados Unidos.   O atual diretor de Inteligência Nacional, Mike McConnell, será o principal responsável de impulsionar as relações com as agências de inteligência internacionais, o que tradicionalmente estava a cargo da Agência Central de Inteligência (CIA), segundo o Wall Street Journal. McConnell também assumirá maior responsabilidade no momento de despedir e contratar os responsáveis da CIA e supervisionar novos espiões satélite e outros programas caros.   As operações secretas serão responsabilidade do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, a CIA será a encarregada de executá-las e o diretor de Inteligência Nacional as supervisionará, segundo o Wall Street Journal. O jornal destaca que diversos legisladores expressaram sua frustração com o fato de que a Casa Branca não tenha informado ao Congresso sobre a histórica reestruturação.   "Não consultaram o Congresso", disse ao Wall Street Journal uma fonte parlamentar. A reestruturação foi objeto de estudo durante mais de um ano, em uma tentativa de atualizar um decreto presidencial de mais de 30 anos, e o objetivo é refletir as mudanças organizacionais realizadas nas agências de inteligência após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

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