Bush se despede da Europa pressionando o Irã

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, inicia na terça-feira sua última cúpula naEuropa, buscando colaboração na pressão contra o programanuclear iraniano, mas ainda muito isolado na questão climática. Bush vai se encontrar com o presidente da ComissãoEuropéia, José Manuel Barroso, e com Janez Jansa,primeiro-ministro da Eslovênia, que preside a União Européianeste semestre. Em seguida, embarca para as capitais das quatroprincipais potências européias. Washington e os governos europeus minimizam a chance deanúncios importantes durante a visita, que ocorre no final deum governo muito impopular entre os europeus, especialmente porcausa da guerra dos EUA no Iraque. As divisões a respeito do Iraque estão parcialmentesuperadas, mesmo porque os europeus já estão mais atentos apossíveis sinais relativos ao sucessor de Bush, a ser eleito emnovembro. Já a respeito do Irã, o esboço de declaração da cúpula, aoqual a Reuters teve acesso, mostra que os EUA e a UE sepreparam para ameaçar o Irã com mais medidas (especialmentefinanceiras) além das sanções já aprovadas pela ONU contra oprograma nuclear do país. Acusado por críticos de fazer uma "diplomacia de caubói" namaior parte da sua presidência, Bush busca uma abordagem maiscooperativa com seus aliados durante o segundo mandato, eespera forjar um legado de política externa que vá além doIraque. Com baixa popularidade em seu próprio país, Bush admite queé malvisto também na Europa. "Muita gente gosta da América. Àsvezes não necessariamente gosta do presidente," disse Bush àeslovena Pop TV antes de chegar a Ljubljana, na noite desegunda-feira. (Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky em Ljubljana eTabassum Zakaria em Washington)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.