Bush se diz insatisfeito com processo político no Iraque

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, afirmou na quinta-feira estar insatisfeito coma falta de avanços no cenário político do Iraque, mas insistiuque o governo daquele país havia realizado algumas conquistas. "Há um governo em funcionamento", disse Bush. "Estamossatisfeitos com os progressos realizados em Bagdá? Não." Mas o presidente disse a repórteres ser preciso destacar aexistência de alguns avanços e que o governo norte-americanocontinuaria fazendo pressão para que progredissem os esforçosde reconciliação nacional realizados no Iraque. Os níveis de violência caíram dramaticamente no país nosúltimos meses depois de os EUA terem enviado um contingenteadicional de 30 mil soldados para lá a fim de prover ao governoiraquiano uma atmosfera mais adequada a um diálogo político. Os líderes iraquianos, no entanto, pouco avançaram noprocesso de aprovação de leis capazes de reconciliar a maioriaxiita com a minoria sunita. Questionado em uma entrevista coletiva sobre a ausência deprogressos na área política, Bush destacou o sucesso do Iraqueao aprovar seu Orçamento, distribuir a renda auferida com opetróleo pelas Províncias do país e discutir uma lei parafacilitar o acesso a cargos públicos por parte de ex-membros doPartido Baath, de Saddam Hussein. "Há muito trabalho a ser feito. Não me entendam mal. Nãoestou sugerindo que, como governo, não deveríamos continuar apressioná-los", afirmou Bush. O presidente, porém, acrescentou que o Congressonorte-americano havia atrasado mais de dois meses ao concluiruma lei que prevê a distribuição de verbas para o ano fiscalcorrente, processo esse terminado apenas na quarta-feira ànoite. "Nosso Congresso precisou negociar até os minutos finaispara concluir sua missão", disse Bush. "Ou seja, o processolegislativo nem sempre se dá de forma tranquila." O presidente afirmou que os EUA continuariam a pressionaras autoridades iraquianas para chegarem a acordos a respeito deleis sobre as eleições provinciais, sobre o compartilhamento depoder no governo central e nas Províncias e sobre o petróleo.Para não falar de outros esforços de reconciliação nacional. "Há um processo local de reconciliação em andamento",acrescentou. "E, em várias oportunidades, caberá à políticalocal determinar a política nacional." (Por Matt Spetalnick)

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