Bush se recusa a comentar sobre destruíção de fitas da CIA

Durante a última coletiva do ano, presidente afirma que só falará sobre o caso após o fim das investigações

Agências internacionais,

20 de dezembro de 2007 | 15h25

O presidente americano, George W. Bush, se recusou a fazer comentários sobre a destruição de fitas de vídeo que registravam os interrogatórios de dois membros da Al-Qaeda. Bush declarou que guardará a sua opinião até que as investigações do caso sejam concluídas.   presidente americano, George W. Bush, se recusou a fazer comentários sobre a destruição de fitas de vídeo que registravam os interrogatórios de dois membros da Al-Qaeda. Bush declarou que guardará a sua opinião até que as investigações do caso sejam concluídas.   Veja também: Bush faz balanço do ano e diz ter perdido paciência com a Síria Bush critica política iraquiana e pede paciência no AfeganistãoBush fala com cautela sobre Putin e democracia russa   A destruição dos vídeos em 2005, que mostram as duras técnicas utilizadas durante os interrogatórios de supostos terroristas, está sob a investigação do Departamento de Justiça dos EUA, da CIA e do Congresso americano. Grupos de direitos humanos afirmam que as táticas usadas podem ser classificadas como tortura.   "Até que as investigações se completem, não darei nenhum opinião", disse Bush na última entrevista coletiva do ano. O presidente afirmou apenas que ele não sabia da existência das fitas ou da destruição até que o diretor da CIA, Michael Hayden, informasse sobre o material neste mês.   Durante a coletiva, Bush afirmou que as investigações estão sob a "supervisão do congresso, que permitirá a todos saber o que aconteceu". Antes das declarações do presidente, a CIA se dispôs a entregar documentos ao Congresso sobre a destruição das fitas.   A CIA admitiu neste mês ter destruído, em 2005, centenas de horas de gravações que mostravam dois supostos militantes da Al-Qaeda sendo interrogados, possivelmente com técnicas violentas, como a simulação de afogamento, condenada internacionalmente como uma forma de tortura. A notícia da destruição das fitas provocou indignação de parlamentares democratas e de ativistas de direitos humanos.

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