Bush suspende retirada de tropas do Iraque a partir de agosto

Presidente americano ameaça defender interesses dos Estados Unidos diante de qualquer ameaça iraniana

Agências internacionais,

10 de abril de 2008 | 12h48

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou nesta quinta-feira, 10, a suspensão da diminuição gradativa de tropas americanas no Iraque a partir de agosto, como recomendado pelo comandante americano na região, general David Petraeus. Bush advertiu ainda que os EUA "atuarão para defender os seus interesses" no Iraque diante de qualquer ameaça iraniana.   Veja também: Aprovação a Bush tem novo recorde negativo, indica pesquisa   A decisão de Bush garante virtualmente a presença majoritária dos EUA no Iraque após o final de seu mandato, em janeiro de 2009, quando o novo presidente assume a Casa Branca. Em discurso, Bush disse que os soldados americanos e iraquianos alcançaram "progressos significativos" nos últimos meses apesar de persistirem problemas como a presença da rede terrorista Al-Qaeda. Ele afirmou ainda que a guerra do Iraque é "díficil, mas não interminável". Bush afirmou ainda que Petraeus terá "todo o tempo necessária" para avaliar a situação do país após a retirada prevista para julho.   Bush anunciou ainda que período de serviço dos militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão será reduzido de 15 meses para um ano. A medida passa a valer a partir de 1 de agosto e deve não afetar as tropas já enviadas para as linhas de frente.   Bush endossou a recomendação feita pelo comandante dos EUA no Iraque de completar uma retirada limitada das tropas de combate até julho. Depois disso, seria imposto um congelamento de 45 dias no total de 140 mil militares antes de considerar outros cortes. O presidente afirmou que forças americanas obtiveram amplos ganhos militares no Iraque desde meados do ano passado, quando ele ordenou o envio de mais 30 mil soldados americanos ao país árabe. "Nós renovamos e demos nova vida à perspectiva de sucesso", disse o líder americano.   Em um alerta contra Teerã, Bush enfatizou que o "regime iraniano também tem uma decisão a tomar: podem viver em paz com o seu vizinho, desfrutar dos fortes laços religiosos, culturais e econômicos, ou pode continuar armando e treinando grupos militares ilegais que promovem ações terroristas contra o povo iraquiano e os colocando contra o Irã". "Se os iranianos tomarem a decisão correta, os Estados Unidos estimularão uma relação pacífica entre Irã e Iraque. Porém, se for tomada uma decisão equivocada, agiremos para proteger os nossos interesses, de nossas tropas e nossos aliados iraquianos.   O governante americano também lançou um pedido ao resto do mundo para "aumentar seus laços com o Iraque", argumentando que "convém (a todos) um Iraque estável e com sucesso".   

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