Bush tentará acalmar americanos em último discurso anual

Plano de estímulo econômico deve ser foco centra do presidente dos EUA, que tenta consolidar seu legado

Agências internacionais,

28 de janeiro de 2008 | 10h25

O presidente dos EUA, George W. Bush, prepara-se para fazer, nesta segunda-feira, 28, seu último discurso do Estado da União no plenário do Congresso, cujo tema principal deve ser a economia, em meio dos temores de que o país entre em recessão.    Veja também: Senado americano apresenta novo pacote de ajuda nos EUA Os motivos e os efeitos da crise nos EUA  Em discurso, Bush deverá alertar Irã sobre programa nuclear Bush dirá que EUA devem reduzir dependência de petróleo   Enfraquecido pela guerra no Iraque, cada vez mais impopular e enfrentado baixos índices de aprovação - cerca de 30% - Bush não deverá apresentar nenhuma grande proposta, e sim aproveitar a ocasião para acalmar os norte-americanos apreensivos diante dos esforços realizados por seu governo para salvar a economia. Analistas afirmam que o discurso seria apenas uma oportunidade para o presidente tentar consolidar o legado de seu governo e dar sentido aos poucos meses que ainda lhe restam no comando do país.   O principal ponto do discurso - que deve começar às 24 horas, horário de Brasília - será o pacote de estímulo econômico de Bush, de US$ 150 bilhões, que tem como objetivo evitar a recessão nos EUA, que sofrem com a alta do preço do petróleo e a crise das hipotecas. Em meio à disputa pela nomeação democrata e republicana para a Casa Branca, Bush quer evitar a todo custo ser culpado pelo colapso econômico do país.   Além das finanças públicas, o presidente deve aproveitar o discurso para comemorar a melhoria da segurança no Iraque. Desde janeiro de 2007, os EUA reforçaram sua presença militar no país. "Será uma chance para o presidente lembrar às pessoas que ele tomou uma decisão corajosa de enviar mais tropas para o Iraque, no momento em que a situação estava muito ruim", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. Dana disse ainda que Bush deve ressaltar a necessidade de os iraquianos se esforçarem mais para resolver as disputas políticas internas.   Nesta segunda feira, 28, o governo americano anunciou que pedirá na semana que vem ao Congresso que aprove mais US$ 70 bilhões de orçamento para as guerras do Iraque e Afeganistão. A quantia cobriria os gastos das operações militares até o começo de 2009. Apesar de Dana insistir que o legado de Bush é claro, analistas afirmam que o líder dos EUA terá dificuldade de se desvencilhar da crise econômica.   Quando assumiu o cargo em 2001, Bush herdou um país com superávit de US$ 236 bilhões. O próximo presidente americano herdará um Estado com déficit de US$ 3,5 trilhões. Além disso, a renda média dos americanos, que cresceu 6 mil dólares entre 1993 e 2001, caiu mil dólares no último ano.

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