Bush vai à Califórnia para evitar acusações de omissão

Presidente visita área atingida por incêndios e mostra que agirá com mais rapidez do que no caso Katrina

Agências internacionais,

25 de outubro de 2007 | 09h05

O presidente americano, George W. Bush, visita nesta quinta-feira, 25, a região da Califórnia atingida nos últimos cinco dias por grandes incêndios florestais para tentar garantir a população de que todos "podem descansar com a certeza de que o governo federal fará o possível" para conter a situação.  Veja também:Incêndios deixam 1 milhão de desabrigadosBush viaja para avaliar catástrofe Chamas ameaçam mansões de famososIncêndios atrapalham filmagens de seriados Reportagem da CBC (YouTube)Reportagem da Midwest Television (YouTube) Segundo um porta-voz da Casa Branca, Bush, que foi acusado de demora para agir após a passagem do furacão Katrina na região do Golfo do México, há dois anos, quer se ocupar pessoalmente da crise na Califórnia.  Os ventos que alimentam as chamas que há quatro dias devastam várias áreas do Estado começaram a perder força, auxiliando o trabalho dos bombeiros. Os incêndios florestais, que destruíram 1.300 casas e levaram à retirada de quase um milhão de pessoas, além de causar prejuízos de mais de um bilhão de dólares. Cerca de 15 focos ainda queimam no sul do Estado, mas autoridades disseram que temperaturas mais amenas e ventos mais fracos ajudaram-nas a ter pela primeira vez uma sensação de controle da situação. De acordo com o serviço de meteorologia, os ventos Santa Ana, que chegaram a alcançar a força de um furacão, deram uma trégua e permitiram que as brigadas de incêndio pudessem atuar mais próximas às áreas afetadas.  O presidente norte-americano, George W. Bush, deve vistoriar a área nesta quinta ao lado do governador californiano, Arnold Schwarzenegger, e checar a resposta ao que classificou como um "grande desastre", o que levou à liberação de mais verbas federais. A medida também libera a adoção de programas federais de longo prazo para recuperar a infra-estrutura local. A operação de retirada de moradores já é a maior feita nos Estados Unidos desde a passagem do furacão Katrina, que castigou a cidade de Nova Orleans, no sul do país, em 2005.  Segundo o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, a postura de Bush mostra que ele aprendeu uma lição com o Katrina. Webb afirma que, por mais que a Casa Branca pense que os governos locais devem arcar com a responsabilidade nesse tipo de situação, ficou claro para o presidente que o que ele fizer durante uma situação de desastre tem importância.  "O que vemos agora, e que não vimos durante o furacão Katrina, é um grande esforço dos governos local, estadual e federal e das agências federais", disse David Paulison, diretor do órgão federal de coordenação de situações de emergência. Os incêndios, que começaram no fim de semana, queimaram mais de 2.000 quilômetros quadrados de terra, provocaram a morte de seis pessoas e deixaram dezenas de feridos, incluindo muito bombeiros.

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