Bush vai oferecer US$190 milhões em auxílio a palestinos

Notícia surge poucas horas depois de Israel declarar apoio ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas

Reuters,

16 Julho 2007 | 13h26

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai anunciar US$ 190 milhões em ajuda ao governo liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, informou nesta segunda-feira, 16, uma autoridade norte-americana.   O anúncio de apoio surge no mesmo dia em que o governo de Israel, o maior aliado dos EUA no Oriente Médio, declara seu apoio à criação de um Estado palestino israelense.   Veja mais: » Israel promete apoiar a criação de Estado palestino » Moscou exigirá ao Quarteto assistência urgente para palestinos Bush, que vai discursar sobre o Oriente Médio mais tarde, também pedirá um encontro regional nas próximas semanas para discutir meios para voltar às negociações de paz entre israelenses e palestinos.   A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, vai liderar o encontro que incluirá Israel, a Autoridade Palestina e os "vizinhos na região". Esta é a mais recente tentativa para restaurar as instituições democráticas na região.   Além disso, o presidente americano sugeriu a realização de um encontro de "nações doadoras" para angariar mais ajuda aos palestinos que incluiria a Arábia Saudita, Egito e Jordânia.   Nesta segunda-feira, a Rússia anunciou, durante uma reunião ministerial do quarteto de mediadores internacionais para o Oriente Médio, que exigirá uma assistência humanitária urgente à população palestina.   Mikhail Kaminin, porta-voz do Ministério de Exteriores russo, disse que EUA, Rússia, a ONU e a União Européia, que formam o Quarteto, concordaram em "trabalhar sem uma agenda aprovada de antemão", pois na região "se acumularam diversos problemas", segundo a Interfax.   "Nesta reunião queremos atrair a atenção prioritária dos membros para a necessidade de resolver de forma operacional a grave situação sócio-econômica criada nos territórios palestinos, inclusive no setor de Gaza", informou a Chancelaria russa.   Por outro lado, o secretário de Estado adjunto dos EUA, Daniel Fried, declarou no sábado passado que o Quarteto deve limitar-se a trabalhar com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e ignorar o Hamas.   O encontro, que será realizado em Lisboa, estava inicialmente previsto para o no Cairo em 26 e o 27 de junho, e será o primeiro após a nomeação do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair como representante do Quarteto, com a incumbência específica de assistir à construção de um futuro Estado palestino.

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