Bush veta lei que proibia simulação de afogamento pela CIA

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, vetou no sábado legislação aprovada peloCongresso que proibiria a CIA de simular afogamento e outrastécnicas controversas de interrogatório. Os legisladores incluíram a medida antitortura numa leimais ampla sobre o que seria permitido nas atividades dainteligência americana. "Como o perigo continua, nós temos que assegurar aos nossosfuncionários da inteligência todas as ferramentas que elesprecisem para conter os terroristas", disse Bush em sua falasemanal no rádio. Ele acrescentou que a legislação "iriareduzir essas ferramentas vitais." A Câmara dos Deputados aprovou a legislação antitortura emdezembro e o Senado a confirmou em fevereiro apesar dos avisosda Casa Branca de que ela seria vetada. O diretor da CIA Michael Hayden disse mês passado aoCongresso que interrogadores do governo simularam afogamento emtrês suspeitos capturados depois dos ataques de 11 de setembro. A técnica de simulação de afogamento tem sido condenada pormuitos integrantes do Congresso, grupos de direitos humanos eoutros países como uma forma de tortura ilegal. O manual do Exército norte-americano proíbe o afogamento esete outros métodos de interrogatório, e sua proibiçãoalinharia as prática da CIA às dos militares. Em mensagem aos funcionários da CIA no sábado, após o vetode Bush, Hayden disse que a CIA continuaria a trabalharestritamente dentro da lei, mas ressaltou que suas necessidadeseram diferentes das do Exército e que a agência precisa seguirseus próprios procedimentos. Em seus comentários, Bush não mencionou especificamente oafogamento, mas disse: "A lei que o Congresso me enviou nãobaniria simplesmente um método particular de interrogatório,como alguns deduziram. Ao invés disso, ela eliminaria todas asalternativas que desenvolvemos para inquirir os mais perigosose violentos terroristas do mundo." (Reportagem de Richard Cowan)

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