Bush visitará áreas atingidas no Texas na terça-feira

Equipes buscam vítimas que não deixaram região de risco e ventos dificultam resgate; duas pessoas morreram

Agências internacionais,

14 de setembro de 2008 | 09h47

O presidente americano George W. Bush irá visitar, na terça-feira, as áreas atingidas no Texas pelo furacão Ike, para mostrar o apoio do governo para a recuperação da região. Bush afirmou, em pronunciamento transmitido pela televisão neste domingo, 14, que irá priorizar o retorno de eletricidade e água. Autoridades americanas iniciaram uma grande operação de ajuda humanitária no Texas. Segundo a BBC, equipes de resgate estão usando barcos, caminhões e helicópteros para levar a locais seguros milhares de pessoas que ignoraram as recomendações de deixar suas casas.     As autoridades temem pela condição de cerca de 140 mil pessoas em Galveston, no Texas, e outras áreas baixas que decidiram ficar apesar dos alertas. O governo irá providenciar 1,5 milhão de litros de água por dia e 1 milhão de refeições diárias para ajudar as pessoas que estão desabrigadas. Antes de ser reduzido à condição de tempestade tropical pelo Centro Nacional de Furacões, de Miami, Ike destruiu centenas de casa, inundou cidades e deixou milhões de pessoas sem energia elétrica por onde passou no Texas. Os prejuízos provocados pelo furacão no Golfo do México estão estimados em US$ 8 bilhões.   Uma porta-voz da Cruz Vermelha em Houston disse que os ventos fortes ainda dificultam as operações. "É uma questão de segurança para nossos voluntários. Temos caminhões em áreas seguras, o que quer dizer que eles ainda estão a horas de distância das áreas afetadas", disse Jana Sweeny. "Os ventos ainda estão muito fortes para colocarmos nossos caminhões nas estradas. Ainda levaremos tempo para chegar às áreas afetadas."   O furacão matou pelo menos duas pessoas no Texas e na Louisiana, causou a inundação de diversas áreas, destruiu casas e deixou cerca de 3,5 milhões sem energia elétrica só no Texas. O olho do furacão chegou à cidade Galveston na madrugada do sábado, com ventos de até 175 km/h, mas depois foi rebaixado para a categoria de tempestade tropical. Agora, a tempestade se dirige para o Arkansas. Estima-se que mais de 4,5 milhões de pessoas tenham ficado sem energia no Texas. Mais de um milhão abandonaram a costa do Estado. A produção foi suspensa em 14 refinarias de petróleo e 28 usinas de processamento de gás natural que estão no caminho previsto para a passagem do Ike.   Bush se encontrou, neste domingo, com o secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff e com o diretor da Agência de Administração Federal de Emergência, David Paulison para alinhar planos para confrontar a crise. O presidente também declarou o Estado da Louisiana como área de desastre federal, da mesma forma como fez anteriormente com o estado do Texas.   O presidente também disse que um dos principais dutos que transportam derivados de petróleo do Golfo do México para os Estados Unidos, o Plantation Pipeline, está em operação e o sistema Colonial Pipeline está sendo avaliado para voltar a operar. O Colonial, que entrega cerca de 100 milhões de galões diários de gasolina, óleo para aquecimento, diesel e combustível para aviação em todo o sul e leste dos Estados Unidos, paralisou suas operações na sexta-feira.   O governador do Texas, Rick Perry informou, contudo, que o cenário mais negativo projetado não ocorreu, principalmente nos canais de navegação de Houston. Neste domingo, a tempestade tropical Ike está se movimentando em direção ao Arkansas e deve chegar ao Missouri e Mississippi no final do dia, provocando fortes chuvas nestas regiões.   Em sua passagem pelo Caribe, o furacão Ike causou a morte de 70 pessoas - 66 só no Haiti, e o restante em Cuba. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o custo da reparação dos danos fique entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. O Haiti sofreu quatro tempestades tropicais em apenas três semanas, deixando um total de 550 mortos.   A ONU apelou por mais de US$ 100 milhões para ajudar o povo haitiano. O coordenador de ajuda de emergência da ONU, John Holmes, disse que cerca de 10% da população haitiana necessita de ajuda, e muitas pessoas não possuem nem alimentos e nem abrigo.

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