Cafetina brasileira posa nua para revista masculina

Andréia Schwartz, testemunha-chave no escândalo que levou a renúncia de Spitzer, faz ensaio em São Paulo

Gabriel Pinheiro, do estadao.com.br,

09 de abril de 2008 | 19h42

A cafetina brasileira Andréia Schwartz, acusada de chefiar a rede de prostituição nos Estados Unidos que levou a renúncia ex-governador de Nova York, Eliot Spitzer, aparecerá nua na edição de maio da revista Sexy. O ensaio foi feito numa mansão no Ipiranga, zona sul de São Paulo, durante toda terça-feira, 8, e terminou no início da tarde desta quarta, 9.   Veja também: Cafetina recebe regalias na volta ao Brasil e negocia entrevistas Cafetina nega existência de rede de prostituição nos EUA   Clicada pelo fotógrafo brasileiro Ângelo Pastorello, a revista estará nas bancas no final de abril, segundo informou ao estadao.com.br a assessoria de imprensa da publicação.   Andréia retornou ao Brasil em 22 de março, deportada dos Estados Unidos, onde cumpriu 18 meses de prisão por exploração da prostituição, posse ilegal de drogas e lavagem de dinheiro. Seus depoimentos às autoridades americanas ajudaram a derrubar o então governador Spitzer.   A cafetina, que já tinha trabalhado para a rede Emperors VIP Club, esclareceu o método de pagamento utilizado por Spitzer para remunerar o clube, comprovando o envolvimento do político democrata com a rede que oferecia prostitutas de luxo. Segundo autoridades americanas, o ex-governador chegou a gastar US$ 80 mil durante oito meses com os serviços do clube.   Diante da possibilidade de ser condenada à prisão perpétua por tráfico de drogas, a brasileira fez um acordo com promotores americanos. Além de colaborar com a investigação do Emperors VIP Club, Andréia teve de abrir mão de seu apartamento - avaliado em US$ 1,2 milhão -, onde mantinha sua própria agência de prostituição, e de cerca de US$ 30 mil que tinha em sua conta bancária. A capixaba, no entanto, pôde voltar ao Brasil trazendo cerca de US$ 150 mil.   (Com Jones Rossi, de O Estado de S. Paulo)

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