Califórnia legaliza a filiação ao Partido Comunista

Estado americano revoga legislação que proibia funcionários públicos de fazerem parte da organização partidária

Agências internacionais,

16 de maio de 2008 | 13h39

O Senado da Califórnia aprovou na quinta-feira, 15, uma legislação que exclui a participação no Partido Comunista como razão para demissão de funcionários públicos, proibição da época da Guerra Fria para impedir que comunistas chegasse no governo. Segundo o jornal britânico The Guardian, o senador democrata Alan Lowenthal afirmou que o comunismo é um "sistema falido" e que a lei deveria proteger as liberdades constitucionais pelas quais o país lutou com bravura, incluindo as liberdades de filiação política.   Segundo o jornal, a Califórnia era o único Estado americano que permitia que funcionários públicos sejam demitidos por fazer parte de um partido político. A Califórnia exigia ainda que qualquer organização que pretendesse utilizar as facilidades do ensino público assinasse um compromisso de que "o requerente não é uma organização comunista ou uma frente comunista".   Para o senador, a nova lei deve proteger os direitos de liberdade de expressão e a filiação política ao revogar a medida. A legislação aprovada deve ainda permitir que empregados sejam demitidos por qualquer atividade que prejudique o Estado ou o país.   Após a aprovação, o senador republicano Jeff Denham reiterou que o Partido Comunista não é uma organização morta, e que ainda reprime ativamente seres humanos em Cuba e na China por meios brutais. "O Estado tem todo o direito de empregar nas escolas funcionários levando em conta sua visão política, especialmente se ele pertence à uma organização que favorece o uso da violência pelo governo".

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