Câmara de Comércio americana pede fim do bloqueio a Cuba

'Pelo benefício dos dois países, é hora de virar essa página', disse presidente do órgão

Efe,

06 de maio de 2009 | 03h38

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos pediu na terça-feira, 5, no Capitólio o fim do bloqueio a Cuba, em razão das oportunidades que isso ofereceria aos dois países.

 

O presidente da Câmara de Comércio, Tom Donohuer, participou de um ato com o congressista Charles Rangel, do Comitê de Meios e Arbítrios, e outros representantes como Jeff Flake e Jerry Moram, que apoiaram uma política de comércio incondicional com a ilha.

 

Segundo Donohuer, o fim do bloqueio promoverá a transição à democracia e oferecerá oportunidades "significativas" aos empresários, agricultores e trabalhadores americanos.

 

Os participantes fazem parte do comitê federal de ação política para promover uma transição em Cuba, condicionada ao trânsito à democracia, a imposição da lei e o livre mercado. "Pelo benefício dos dois países, é hora de virar essa página", acrescentou.

 

A Câmara de Comércio defendeu em comunicado uma política mercantil que estabeleça "uma política estatal de benefício mútuo", e assegurou que uma atividade bilateral dinâmica "facilitará a mudança rumo à democracia na ilha".

 

Os congressistas Bill Delahunt (democrata) e Jeff Flake (republicano) promovem um projeto para eliminar as restrições comerciais.

 

Já Rangel defende há muito tempo um projeto para suspender o embargo, mas que não chegou a ser debatido na Câmara de Representantes.

 

Os Estados Unidos estão redefinindo algumas das políticas mantidas até agora em assuntos exteriores, e o governo de Barack Obama defende uma aproximação com Cuba.

 

Obama ordenou em abril a suspensão das restrições de viagens e envios de remessas a Cuba para os residentes nos Estados Unidos, uma decisão tomada às vésperas de sua primeira viagem à América Latina e sua participação na V Cúpula das Américas.

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