Câmara de NY autoriza Bloomberg a buscar 3.º mandato

Medida é aprovada por 29 votos a 22; prefeito diz que deve continuar por ter experiência para enfrentar crise

Reuters,

23 de outubro de 2008 | 19h56

A Câmara dos Vereadores da cidade de Nova York aprovou nesta quinta-feira, 23, a extensão do limite de dois mandatos para prefeitos e outras autoridades eleitas, o que permite ao prefeito Michael Bloomberg buscar um outro mandato. Bloomberg, um ex-trader de Wall Street que tornou-se milionário, foi eleito prefeito de Nova York em 2001 e 2005, e quer se candidatar novamente com o argumento de que sua experiência financeira será valiosa para governar diante da crise econômica que atinge o país.   Veja também: Maioria dos nova-iorquinos apóiam 3.º mandato de Bloomberg Prefeito de Nova York tentará mudar lei por 3.º mandato A Câmara, que tem 51 membros, aprovou a medida por 29 votos a 22. Dois terços dos atuais vereadores não poderiam se reeleger de acordo com o limite de dois mandatos, mas eles poderão agora se candidatar para um novo mandato de quatro anos nas eleições de novembro de 2009. "É um voto, uma escolha, que é difícil, e a fazemos em um momento difícil", disse a presidente da câmara, Christine Quinn, a jornalistas antes da votação. "Em um momento como esse você precisa que os nova-iorquinos tenham a oportunidade de ter uma liderança consistente", disse. Em 1993 e 1996, os nova-iorquinos votaram em um referendo para limitar o prefeito e outras autoridades municipais a dois mandatos de quatro anos. Segundo uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, 89 por cento dos eleitores acham que um referendo, e não uma votação na câmara, deveria decidir a questão. Bloomberg e Quinn rejeitaram a idéia de um referendo sobre o assunto. Uma tentativa de dois vereadores de impedir judicialmente a votação fracassou na quarta-feira. "A democracia será sempre manchada", disse o vereador Charles Barron enquanto votava contra a extensão dos limites de mandatos. O ex-prefeito Rudolph Giuliani tentou continuar ao final de seu segundo mandato em 2001, após os ataques de 11 de setembro. Mas sua proposta se mostrou impopular, e ele recuou.

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