Câmara dos EUA aprova fundos para Colômbia, Iraque e Afeganistão

Aprovação é vista como uma vitória política para a Casa Branca e uma derrota da oposição

Efe,

20 de dezembro de 2007 | 00h32

O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 19, um amplo projeto de lei de despesas para o ano fiscal 2008, que inclui US$ 70 bilhões para as campanhas militares no Iraque e Afeganistão, além de fundos para o Plano Colômbia. Em sua última votação do dia, a Câmara de Representantes aprovou, com 272 votos a favor e 142 contra, um projeto de lei de orçamento de US$ 555 bilhões. Além dos fundos para a Guerra do Iraque, ele também financia as operações de 14 agências do Governo federal. Entre outros elementos, a iniciativa autoriza US$ 545,6 milhões para o Plano Colômbia, contra o narcotráfico e os grupos armados ilegais. São US$ 43,4 milhões a menos que o valor solicitado pelo governo Bush. O componente militar do plano receberá US$ 308 milhões, US$ 142 milhões a menos que em anos anteriores. O Senado aprovou o mesmo projeto na noite de terça-feira. Fontes legislativas informaram nesta quarta-feira que o plano de despesas será enviado ao presidente George W. Bush para sua promulgação. A aprovação do projeto de lei, sem as condições que os democratas pretendiam impor para o desembolso de fundos para o Iraque e Afeganistão, foi interpretada como uma vitória política para a Casa Branca e uma derrota da oposição. "Este é um cheque em branco", lamentou o legislador democrata James McGovern. Para ele, o projeto de lei é um apoio tácito à política de Bush de "uma guerra sem fim". Segundo observadores, a oposição dos democratas foi enfraquecida pela redução da violência no Iraque nos últimos dias. Além disso, muitos legisladores temiam serem tachados de antipatriotas se negassem fundos para as tropas. A iniciativa combina os orçamentos de diversas agências e programas federais, incluindo planos de assistência médica para os pobres e idosos, ajuda ao exterior e segurança de fronteiras. Após vários dias de negociações, os legisladores adiaram até 1 de junho de 2009 o prazo para o uso obrigatório de passaportes em todas as passagens fronteiriças do país. O orçamento para o Pentágono, de US$ 460 bilhões, já tinha sido aprovado em uma votação separada, e não levava em conta o financiamento das guerras no Iraque e Afeganistão. Os fundos aprovados para essas campanhas militares são inferiores aos US$ 190 bilhões de dólares que a Casa Branca pedia. No entanto, calcula-se que os US$ 70 bilhões serão suficientes para apoiar as operações de combate pelo menos até junho. A aprovação dos fundos eleva até agora o custo total das guerras no Iraque e Afeganistão a US$ 670 bilhões.

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