Câmara dos EUA aprova 'Lei dos Sonhos' sobre imigração

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou na quarta-feira um polêmico projeto que abre caminho para a concessão de cidadania a imigrantes ilegais que cheguem ao país antes dos 16 anos de idade.

REUTERS

09 de dezembro de 2010 | 08h50

A "Lei dos Sonhos", como vem sendo chamada, foi aprovada por 216-198 votos, após um debate acalorado. O Senado deve decidir nesta quinta-feira se começará a pôr em tramitação uma versão ligeiramente diferente do projeto. Parece improvável que ele obtenha os 60 votos necessários (num total de 100 senadores) para continuar avançando.

O projeto concede visto de residência a jovens ilegais que concluam o ensino médio, façam dois anos de faculdade ou serviço militar e não tenham antecedentes criminais.

A medida tem apoio do presidente Barack Obama e de ativistas hispânicos, que se sentem frustrados com o descumprimento da promessa do governo de realizar uma abrangente reforma do sistema migratório.

Em nota, Obama disse: "Esta votação é não só a coisa certa a fazer por um grupo de jovens talentosos que buscam servir ao país que chamam de seu, seja continuando sua educação ou servindo aos militares, mas é (também) a coisa certa para os Estados Unidos da América."

Já a oposição republicana apelidou o projeto de "lei do pesadelo". "É nada mais do que uma anistia em massa, que sem dúvida estimulará milhões a mais a imigrarem ilegalmente para o nosso país", disse a deputada Dana Rohrabacher no plenário.

(Por Tim Gaynor)

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