Câmara dos EUA aprova US$ 600 mi para segurança na fronteira

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou na terça-feira o envio de mais agentes federais para reforçar a segurança na fronteira com o México. O Senado já havia aprovado a medida, mas, por causa de uma tecnicalidade,só em setembro o presidente Barack Obama poderá sancioná-la.

REUTERS

10 de agosto de 2010 | 17h19

O governo vinha tentando apressar a aprovação desse pacote de 600 milhões de dólares, já que o fluxo de imigrantes ilegais na fronteira se tornou uma questão explosiva para as eleições parlamentares de novembro.

O projeto prevê recursos para mil novos agentes de patrulha fronteiriça e 250 agentes alfandegários e seguranças nos postos de acesso ao longo da fronteira sudoeste, disse o deputado democrata David Price no plenário. Há verba também para manter outros 270 agentes alfandegários, segundo ele.

O dinheiro será usado ainda para voos não-tripulados de monitoramento, para melhorias nas comunicações entre as agências federais e para investigações sobre o tráfico de drogas na fronteira.

Os republicanos acusaram os democratas de promoverem o projeto para obterem vantagens eleitorais, e o deputado Jerry Lewis afirmou que a verba será coberta com impostos "questionáveis" sobre empresas específicas.

Na semana passada, o senador democrata Charles Schumer, autor do projeto, disse que as medidas seriam financiadas com a cobrança de taxas para a emissão de vistos para algumas empresas que operam nos EUA e aproveitam a legislação norte-americana para importar mão de obra do exterior.

Assessores do Senado dizem que isso afetaria quatro empresas indianas nos EUA: Tata, Infosys, Wipro e Mahindra Satyam.

Schumer disse também que a lei poderia ser o primeiro passo de uma reforma imigratória. Obama e muitos outros democratas apoiam uma reforma abrangente da política imigratória, para reforçar a vigilância nas fronteiras, mas também para abrir um caminho para a legalização de estimados 11 milhões de imigrantes clandestinos.

A Constituição dos EUA exige que projetos geradores de despesas tenham origem na Câmara, razão pela qual ainda deverá voltar ao Senado para ser reconfirmada. Como o Senado está em recesso até meados de setembro, só depois disso o projeto deve seguir para a sanção de Obama.

(Reportagem de Susan Cornwell)

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