Canadá enviará urânio enriquecido aos EUA

Canadá enviará urânio enriquecido aos EUA

Medida anunciada durante cúpula nuclear visa garantir segurança dos materiais atômicos

12 de abril de 2010 | 21h12

Efe e Agência Estado

 

WASHINGTON- O primeiro-ministro canadense anunciou nesta segunda-feira, 12, que seu país irá entregar seus resíduos nucleares a seu provedor, os Estados Unidos, em uma iniciativa para garantir a segurança dos materiais atômicos.

 

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Em declarações em Washington, onde participa da Cúpula sobre Segurança Nuclear com mais 46 países, Harper indicou que devolverá "uma quantidade significativa" de urânio altamente enriquecido canadense antes de 2018.

 

"Mesmo que esse material evidentemente esteja bem guardado no Canadá, acreditamos que o melhor que todos os países podem fazer, não só nós, é devolvê-lo ao seu país de origem", disse Harper.

 

O material radioativo canadense virá do reator em Chalk River, uma instalação que começou a funcionar em 1945 após um acordo entre Canadá, Estados Unidos e Reino Unido para cooperarem em um projeto de água pesada.

 

A China, segundo funcionários dos EUA, concordou em trabalhar com o governo americano em potenciais sanções para inibir o programa de enriquecimento de urânio no Irã, afirmou um funcionário da Casa Branca. "Eles estão preparados para trabalhar conosco", disse Jeff Bader, assessor de segurança nacional. Segundo Bader, o encontro dos dois líderes foi "construtivo".

 

Mais cedo, a Casa Branca anunciou que a Ucrânia irá se desfazer do seu estoque de urânio altamente enriquecido até 2012. Robert Gibbs, porta-voz de Obama, disse que a decisão da Ucrânia marca a conclusão de vários anos de esforços dos EUA para que o país do Leste Europeu desistisse do seu estoque. O anúncio foi feito logo após uma reunião, nesta segunda-feira, entre Obama e o presidente ucraniano Viktor Yanukovich.

 

Dificilmente serão definidas estratégias abrangentes nesse encontro de dois dias. No entanto, Obama já se mostrou otimista, ontem, durante encontros prévios com líderes de Casaquistão, África do Sul, Índia e Paquistão. Segundo ele, as autoridades têm mostrado "comprometimento e um sentido de urgência" diante do tema.

 

Nova conferência

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta segunda que pedirá aos líderes presentes na cúpula que iniciem negociações para um tratado, porque "o terrorismo nuclear é uma das maiores ameaças que enfrentamos hoje". "É por isso que eu pedirei aos líderes mundiais que se reúnam, talvez em setembro nas Nações Unidas, para avançar essa causa que é essencial para a humanidade", disse Ban.

 

O secretário-geral da ONU quer que a Conferência para o Desarmamento, que funciona em Genebra, volte a avançar em tratados de desarmamento nuclear. A Conferência pode se mover apenas por consenso e tem fracassado em produzir qualquer acordo significativo desde 1996, quando foi assinado o Tratado para a Proibição de testes Nucleares.

 

Embora os EUA tenham anunciado uma moratória nos testes nucleares no começo da década de 1990, não assinaram o tratado, bem como outros oito países - Coreia do Norte, Paquistão, Índia, Irã, Israel, China, Egito e Indonésia. A assinatura de todos é necessária para que o tratado entre em vigor.

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