Canadá precisa fazer mais para conter ameaça de radicais, diz chefe de polícia

O chefe da polícia nacional do Canadá declarou a um comitê parlamentar nesta segunda-feira que o governo precisa fazer mais para impedir que cidadãos radicais do país, como os que mataram dois soldados em solo canadense na semana passada, viajem ao exterior para receber treinamento como militantes.

REUTERS

27 de outubro de 2014 | 21h21

O comissário da Polícia Montada Real do Canadá, Bob Paulson, disse que os assassinatos em Ottawa e nos arredores de Montreal, que ele afirmou parecer terem sido premeditados, mostram que a nação enfrenta uma ameaça "séria".

"Enquanto enfrentamos esta ameaça em casa, precisamos direcionar nossos esforços para impedir que indivíduos em viagem ao exterior cometam atos de terrorismo", declarou Paulson.

"Impedir estes indivíduos de viajar é crucial. Se estes indivíduos voltarem com treinamento e/ou experiência em combate, representarão uma ameaça ainda maior ao Canadá e nossos aliados."

Os comentários de Paulson ocorreram após o assassinato de um soldado canadense que vigiava o Memorial Nacional de Guerra de Ottawa por parte um homem que em seguida invadiu o Parlamento na quarta-feira passada. Dois dias antes, um homem atropelou dois soldados canadenses com seu carro, matando um deles.

"A magnitude da ameaça talvez seja mais bem caracterizada como séria", disse Paulson ao comitê do Senado.

Os atentados em Ottawa e nos arredores de Montreal aconteceram na semana em que o Canadá enviou aviões de guerra para participarem dos ataques aéreos contra os militantes do Estado Islâmico no Iraque. Autoridades canadenses prometeram que seu envolvimento na campanha não será afetado pelos ataques.

(Por Randall Palmer, David Ljunggren e Richard Valdmanis, em Ottawa, com reportagem adicional de Jeffrey Hodgson, em Toronto)

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