Canadá revisa dossiê que diz que EUA podem praticar tortura

Documento destaca a base americana de Guantánamo como local onde os prisioneiros podem ser torturados

EFE

20 de janeiro de 2008 | 02h54

O Ministério de Assuntos Exteriores canadense revisará um manual de treino usado normalmente por seus diplomatas no qual os Estados Unidos são citados como um país onde os réus correm o risco de ser torturados. "Lamentamos a vergonha causada pela revelação pública do manual utilizado nos cursos de treino sobre conscientização da tortura", assinalou a agência governamental em comunicado divulgado neste domingo. O documento, que destaca a base americana de Guantánamo como local onde os prisioneiros podem ser torturados pelos EUA, também inclui Israel, Afeganistão, China, Egito, Irã, Arábia Saudita, México e Síria como lugares onde os presos podem enfrentar a tortura. O dossiê "inclui uma lista que equivocadamente contém alguns de nossos aliados mais próximos. Dei ordens para que essa lista seja revisada", assinalou o ministro de Assuntos Exteriores canadense, Maxime Bernier. Bernier lembrou que o manual não é "um documento político ou uma declaração política, por isso não transmite as opiniões e posições do Governo". O Governo canadense inadvertidamente entregou o citado documento a advogados da Anistia Internacional que trabalham em um processo sobre o suposto abuso de detidos afegãos por parte das autoridades de Cabul, depois que os presos fossem entregues pelo Canadá. O secretário-geral da seção canadense da Anistia Internacional, Alex Neve, lamentou que o Ministério de Assuntos Exteriores tenha decidido voltar a redigir o manual.

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