Canadense é condenado em caso de bomba em avião da Air India

Um canadense que admitiu ter ajudado a montar bomba que destruiu o voo 182 da Air India em 1985 foi considerado neste sábado como culpado por ter cometido perjúrio durante um julgamento de outros dois homens acusados pelo ataque à bomba mais mortal da história.

REUTERS

18 de setembro de 2010 | 18h32

Um juri de Vancouver considerou que Inderjit Singh Reyat mentiu quando testemunhou em tribunal que apesar de ter ajudado a fazer a bomba que matou 329 pessoas em 1985, ele não sabia mais nada sobre o plano.

A polícia canadense e indiana há tempos têm afirmado que o ataque foi realizado por extremistas Sikh que viviam no oeste do Canadá. O ataque teria sido realizado como um ato de vingança pela Índia ter invadido o Golden Temple, em Amritsar, em 1984.

Reyat foi convocado como testemunha em 2003, durante o julgamento de dois outros homens acusados pelo ataque, depois que ele confessou em troca de pena reduzida. Os outros dois homens foram mais tarde liberados de acusações de assassinato.

Promotores afirmam que Reyat disse não ter conhecimento do plano para enganar o tribunal, mas ele disse que problemas de idioma o prejudicaram na corte. Ele afirmou ainda que sabia pouco sobre o plano e que tinha esquecido o pouco que sabia.

Reyat enfrenta pena de até 14 anos de prisão.

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