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Candidatos intensificam campanha às vésperas da 'superterça'

Republicanos e democratas cruzam os Estados Unidos em busca dos votos dos indecisos

EFE

02 de fevereiro de 2008 | 22h53

Os pré-candidatos democratas e republicanos convocaram neste sábado, 2, os cidadãos americanos a participarem dos atos eleitorais em uma tentativa de ganhar apoio para a "superterça", que será realizada no próximo dia 5. A campanha eleitoral passou de ser uma questão de estados com votações adiantadas para adquirir uma aparência nacional. Além disso, os seis políticos que querem ser presidente cruzam o país para repetirem os argumentos que acreditam poder convencer os indecisos. "Eu ofereço nesta campanha meu histórico de ter conseguido mudanças positivas, de defender os que carecem de voz e poder um ano após outro", disse neste sábado em Los Angeles a senadora Hillary Clinton, que enfatizou sua experiência. Enquanto isto, em Boise (Idaho), seu oponente, o senador Barack Obama destacava a "vergonha" sentida por muitos americanos pela existência da prisão para suspeitos de terrorismo de Guantánamo e pela erosão das liberdades civis no país. "Caso vocês estejam prontos para a mudança, então teremos uma mudança neste país", disse Obama - que articula sua campanha em volta da idéia de "mudança" - a uma audiência de mais de 10 mil pessoas. O panorama pode se esclarecer na próxima terça, quando haverá 24 votações. Em nível nacional, Hillary tem apenas sete pontos de vantagem frente Obama, segundo uma pesquisa divulgada pelo instituto Gallup, que coloca a distância pouco acima da margem de erro.No lado republicano a diferença entre os dois principais candidatos é mais ampla, pois McCain ganha por 20 pontos do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.O senador do Arizona se arriscou a dizer que diante das pesquisas "há uma boa possibilidade de que tudo termine na terça-feira" com ele vitorioso. Já Romney afirma que a economia é o calcanhar de Aquiles de McCain e destaca seu próprio passado como empresário. "Ele disse que a economia não é seu ponto forte. Em um momento como este necessitamos de um presidente para quem a economia seja o ponto forte", declarou Romney em Denver (Colorado).McCain abriu um comício em Birmingham (Alabama) com o tema da economia, enquanto enfatizou seu perfil como um conservador fiscal. "O partido republicano foi responsável por um dos ciclos de despesa mais altos da história", disse. "Devemos parar com o gasto público fora de controle que corrompeu esta nação", acrescentou. A confiança de McCain de que terça-feira possa ser um dia decisivo para ele não vem apenas de sua vantagem nas pesquisa, mas também das peculiaridades da votação.Em dez das votações republicanas, o vencedor leva todos os delegados do estado e o perdedor nenhum. Por outro lado, entre os democratas a divisão é proporcional ao número de votos, o que faz com que seja possível que na quarta Clinton e Obama continuem lutando pela candidatura de seu partido. O embate contará com ajudantes. Bill Clinton percorrerá igrejas negras em Los Angeles para pedir votos à sua esposa. Já a mulher de Obama, Michelle, e Oprah Winfrey, uma das apresentadoras mais populares dos EUA, também estarão na cidade em busca de apoio. Obama sente-se impulsionado pelo apoio do jornal "Los Angeles Times", que não anunciava respaldos presidenciais há 36 anos. No lado republicano, o jornal, que é o segundo maior do país, anunciou sua predileção por McCain. O senador Barack Obama também recebeu o apoio do sindicato de empregados do setor de serviços da Califórnia, com cerca 650 mil membros. No entanto, segundo analistas políticos, Hillary parece ter uma vantagem natural, pois é muito mais conhecida pelos eleitores, e Obama conta com pouco tempo para explicar aos californianos suas idéias. As propostas eleitorais dos dois candidatos são, na realidade, muito parecidas, e o conflito entre ambos fica concentrado nas qualidades pessoais. Hillary enfatiza sua experiência, enquanto Obama afirma ser o único que pode levar o país a uma conciliação nacional.

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