Caos nos aeroportos americanos deve continuar, diz jornal

Inspeção dos aviões, pedida pelo Congresso, provoca o cancelamento de milhares de vôos nos EUA

The New York Times,

10 de abril de 2008 | 14h57

Passageiros das companhias aéreas americanas, que sofrem com o cancelamento de milhares vôos, poderão continuar a enfrentar o caos nas próximas semanas, enquanto a Administração Nacional da Aviação (FAA) continua a inspecionar os aviões. Os problemas nas companhias como a American Airlines, Alaska, Delta e Southwest resultam de uma série de investigações, ordenada pelo FAA, para determinar se as empresas aéreas cumpriram as ordens de checagem das estruturas, partes elétricas e outros componentes das aeronaves, segundo o jornal The New York Times.    Veja também: American Airlines cancela mais de 900 vôos nos EUA   A segunda rodada de auditorias começou em 30 de março e se estenderá até 30 de junho. A porta-voz do FAA, Laura J. Brown, disse que as investigações atuais não excluem outras futuras. A decisão do órgão americano traz pouca calma aos passageiros, que enfrentam dificuldades para trocar os vôos porque os aviões costumam voar sempre cheios nas rotas mais populares.   A agência apontou novos problemas na segunda-feira, 7, quando nove jatos MD-80, operados pela American Airlines, não foram aprovados pela inspeção, obrigando a companhia a cancelar 300 vôos. Mais de mil vôos haviam sido cancelados na quarta-feira e nesta quinta, 10, a companhia anunciou o cancelamento outros 900, para reparos nas instalações elétricas de centenas de aviões.   Segundo a agência Associated Press, o vice-presidente da American Airlines, Daniel Garton, disse que os cancelamentos poderão se estender na sexta-feira, 11. A companhia opera cerca de 2.300 vôos por dia.   Os aeroportos que mais sofrem com os cancelamentos são Fort Worth, em Dallas, O’Hare, em Chicago e La Guardia, em Nova York. O FAA e as companhias estão respondendo, em parte, pela detalhada análise pedida pelo Congresso, liderada pelo representante James L. Oberstar, democrata de Minnesota e executivo-chefe da House Committee on Transportation and Infrastructure, uma agência ativista pela segurança na aviação. Segundo Oberstar, a medida "é um esforço para colocar a aviação de volta ao curso."  

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