Carolina do Norte e Indiana põem favoritismo de Obama à prova

O pré-candidato democrata à CasaBranca Barack Obama enfrenta nesta semana dois testeseleitorais na Carolina do Norte e em Indiana, onde terá deprovar que não foi afetado pelas recentes polêmicas na disputacontra Hillary Clinton. Estrategistas democratas acham que o senador conseguiusuperar de forma satisfatória o mês de abril, o pior da suacampanha, marcado pela controvérsia em torno dos sermões do seuex-pastor e de uma frase do próprio Obama a respeito da"amargura" dos moradores de pequenas cidades. "Ele foi realmente afetado, sem dúvida. Mas parece estar seendireitando", disse o estrategista democrata Jim Duffy. O maior dano foi causado pelo próprio reverendo JeremiahWright, ex-pastor da igreja que Obama freqüenta desde 1992 emChicago. Em entrevistas, Wright retomou várias polêmicas que ocandidato já havia deixado para trás, como a tese de que ogoverno dos EUA propagou deliberadamente a Aids entre negros.Obama acabou rompendo publicamente com o pastor. O incidente afetou a intenção de voto em Obama. Pesquisa doPew Research Center mostrou que ele agora supera Hillary nadisputa pela indicação democrata por apenas 47 a 45 por cento-- depois de estar até 10 pontos percentuais à frente. Mas Obama já acumula uma ampla vantagem no número dedelegados para a convenção nacional de agosto. A estrategistademocrata Liz Chadderdon acha que Hillary continua com poucaschances, mas ainda se agarra à esperança de um novo tropeço dorival e ao discurso de que ela teria mais chances de vencer aeleição geral de novembro contra o republicano John McCain. "Ela está esperando pelo remorso do comprador. Ela esperadesesperada pela grande gafe, e isso que é interessante: elaainda não aconteceu", afirmou. As pesquisas indicam favoritismo de Obama na Carolina doNorte e de Hillary em Indiana, o que faria a disputa internademocrata prosseguir. Uma dupla vitória de Obama poderia selarsua candidatura, enquanto uma dupla derrota tornaria o quadromais confuso e daria mais argumentos à senadora na caça pelovoto dos "superdelegados" (dirigentes partidários e ocupantesde cargos eletivos que podem votar em quem quiserem). Fazendo campanha em Indianápolis, Obama admitiu que o casoWright foi ruim para sua candidatura, mas afirmou não saber atéque ponto. Porém, deu a entender que não espera o fim dadisputa já nesta semana. "Vamos ver o que acontece naterça-feira, e aí vamos continuar até as próximas disputas." Analistas dizem que a prolongada disputa democrata é boapara McCain, e que o republicano vai poder reaproveitar váriaspolêmicas na eventual disputa contra Obama. "Numa eleição geral, isto é o melhor que poderia acontecerpara McCain", disse Andy Smith, professor de Ciência Políticada Universidade de New Hampshire. (Reportagem adicional de Caren Bohan)

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