Carro-bomba em Times Square foi fruto de ação coordenada, dizem EUA

Para porta-voz da Casa Branca, incidente deve ser classificado como tentativa de ataque terrorista

REUTERS

03 Maio 2010 | 15h58

WASHINGTON - A tentativa frustrada de detonar um carro-bomba na Times Square, uma das regiões mais movimentadas de Nova York, aparenta ter sido coordenada por várias pessoas em um plano com ligações com o exterior, disseram funcionários do governo dos EUA ao jornal Washington Post nesta segunda-feira, 3.

 

Veja também:

linkObama promete deter responsáveis

linkCriadores de 'South Park' poderiam ser alvo

linkPolícia divulga imagens do suspeito

 

Na noite do sábado, um carro foi estacionado no centro de Nova York, quando testemunhas suspeitaram do veículo e chamaram a Polícia. Ninguém ficou ferido no incidente, já que os explosivos foram desativados pelo esquadrão antibombas.

 

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o ocorrido deve ser considerado como uma tentativa de atentado terrorista. "Penso que qualquer pessoa que tem o tipo de material que eles tinham no carro na Times Square, eu diria que estariam intencionados a aterrorizar, com certeza", disse Gibbs a jornalistas. "Eu diria que qualquer pessoa que fez isso será categorizado como terrorista, sim."

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, disse nesta segunda-feira que autoridades fizeram avanços importantes na investigação na tentativa fracassada de ataque a bomba e que os envolvidos serão presos.

 

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, porém, havia dito que não havia indícios de participação das grandes redes terroristas no incidente. "Não há prova de que esteja ligado com a Al-Qaeda ou qualquer outra grande organização terrorista", afirmou. O chefe da Polícia da cidade, Raymond Kelly, também rechaçou a versão de um comunicado do grupo paquistanês Tehreek-e-Taliban reivindicando o ataque.

 

Em uma visita a Louisiana, o presidente Barack Obama disse que os serviços de segurança dos EUA estão tomando "todos os passos necessários" para buscar os suspeitos.

Mais conteúdo sobre:
EUA NY INVESTIGACAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.